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COMÉRCIO

Governo nega aumento do ICMS e diz que os próprios consumidores pressionam preços

Mauro Mendes lembra que consumidores podem recorrer a outros canais de consumo, a exemplo da internet, como mecanismo para pressionar preços competitivos

Reinaldo Fernandes

Repórter

14/01/2020 14h46 | Atualizada em 14/01/2020 17h06

O governador Mauro Mendes disse que o aumento nos preços do comércio, anunciado por entidades empresariais, poderá ser ajustado pelos consumidores. Ele apontou alternativas de consumo, incluindo as compras online, como mecanismo de competição que podem reajustar os preços por pressão da demanda. 
 
“O mercado se autorregula. O governo tem seus órgãos de controle e para qualquer abuso o Procon pode ser acionado. Mas, isso é própria regulação do consumidor. O mercado é competitivo, as pessoas compram pela internet, fora do Estado. O consumidor é muito sabido hoje”. 

Durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (13), o governador negou a versão de entidades representantes do comércio de que o projeto que reinstituiu os incentivos fiscais aumenta a taxação do ICMS e, consequentemente, levada eleva os preços na ponta do mercado. 
 
“Existe uma inverdade colocada quando se diz que houve aumento do ICMS. Teve redução de incentivo fiscal. Nós temos reduzindo os incentivos fiscais dados ao comércio, e alguns deles, diga-se de passagem, já foram confessados por um ex-governador [Silval Barbosa] que foram vendidos ao setor”.  



 
O aumento dos preços vem sendo anunciado desde o fim do ano passado como avaliação da entrada em vigor dos novos patamares de incentivos fiscais a partir do dia 1º deste mês.  

A alta é projetada para vários setores, de medicamento, com estimativa de reajuste entre 18 e 37%, e a construção civil, que deverá ficar entre 6 e 20%, de acordo com a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas). 



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