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MOVIMENTO

Produtores de Mato Grosso manifestam contra 'desvio de função' do Fethab

Uma comissão foi formada por um grupo que representa 24 núcleos municipais para cobrar mudanças em lei à presidência da Assembleia Legislativa

Reinaldo Fernandes

Repórter

15/05/2019 15h40 | Atualizada em 15/05/2019 17h07

Produtores de Mato Grosso manifestam contra 'desvio de função' do Fethab

Reprodução/Assessoria

Empresários do agronegócio colocaram na rua, nesta quarta-feira (15), um bloco do Movimento Agro Forte para protestar contra “desvio de finalidade” do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação).  Agora à tarde, uma comissão está em reunião na presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Janaína Riva (MDB), para cobrar mudanças na lei, que hoje tem 65% destinados para segurança, saúde e assistência social.

Conforme a Aprosoja (Associação dos Produtores de Milho e Soja), produtores de 24 cidades, onde há núcleos da entidade, participam do movimento, lançado no início de abril. “É uma manifestação contra o desvio de finalidade do recurso oriundo do Fethab 1 e 2 da soja. Desde o governo Silval Barbosa (sem partido) há desvio. Silval destinou parte do dinheiro para a Copa do Mundo de 2014, o Pedro Taques (PSDB) para pagamento de salários e agora Mauro Mendes, para saúde e educação”, diz trecho de nota.

O presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, disse ao Circuito Mato Grosso, à época do lançamento do movimento, que vão cobrar mudanças no Fethab  como alternativa para evitar que a cobrança seja questionada judicialmente. As modificações que serão exigidas alteram o modelo aprovado pelo governo, em janeiro deste ano, de destinação de 65% para saúde e educação e de aumento de alíquota do imposto para a produção de milho.

Reunião de produtores com os deputados Janaína Riva (MDB), Carlos Avalone (PSDB) e Silvio Fávero (PSL)

Conforme a associação, o apelo dos produtores se baseia, principalmente, nas condições precárias das rodovias estaduais. A mudança do governo de destinar a maior fatia do fundo para áreas sem ligação imediata com a infraestrutura é vista como fator “negativo” para o setor de infraestrutura e logística.

“A gente prefere sentar com o governo negociar e que ele retire a cobrança do milho, essa é a primeira condição, e a segunda é que a partir de 2020 todo recurso arrecadado, fora o do milho, seja investido em rodovias e pontes. Acredito que ele fazendo isso não haverá demanda dos produtores ou até que a própria entidade tome alguma cobrança na Justiça. Isso não é o interesse da entidade, basta que atenda o apelo”.  

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