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MERCADO TRUNCADO

4º lugar em produção de gados, Cáceres tem dois frigoríficos ativos

De acordo com a ABIEC, em 2018 havia 1,072 milhão de cabeças de gado em Cáceres, 30,18% a mais que o registrado em 2008

Da Redação

Equipe

18/04/2019 16h48 | Atualizada em 18/04/2019 16h52

4º lugar em produção de gados, Cáceres tem dois frigoríficos ativos

Reprodução/Internet

O grande número de cabeças de gado criadas em Cáceres (215 km de Cuiabá) contrasta com a falta de estrutura para abate. A cidade possui apenas dois frigoríficos ativos, que não atendem a demanda. Os dados mais recentes sobre rebanho bovino colocam Cáceres no quarto lugar no ranking dos Maiores Municípios Pecuários do Brasil, um levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).

De acordo com a ABIEC, em 2018 havia 1,072 milhão de cabeças de gado em Cáceres, 30,18% a mais que o registrado em 2008 e 94,16% a mais que o de 1998. Em todo o país, o município só fica atrás de Ribas do Rio Pardo (MS), Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA), a última é campeã, com 2,238 milhões de cabeças.

Apesar do número expressivo de bovinos, que supera com facilidade o de habitantes (93,88 mil), atualmente Cáceres tem baixa atividade frigorífica. A situação acaba resultando em perda para os produtores nos valores de venda, como afirma o presidente do sindicato rural, Jeremias Pereira Leite.

“Muitos produtores têm que mandar gado pra abater em Várzea Grande, Pontes e Lacerda, e isso é claro que impacta no custo de produção. O transporte faz com que se perca certa quantia na qualidade da carne”.

Em Vila Bela da Santíssima Trindade (540 km de Cuiabá), a situação é semelhante. Com mais de 979,37 mil cabeças de gado e ocupando a sexta posição no ranking dos Maiores Municípios Pecuários do Brasil, os criadores são obrigados a levar o rebanho para abate em outras cidades.

“Não temos nenhum frigorífico atualmente em atividade na cidade. Hoje os pecuaristas tem que mandar o gado ‘pro gancho’ em municípios próximos. A expectativa é de que uma planta frigorífica seja instalada nos próximos meses e então melhore a situação”, diz a gerente do sindicato rural, Tiene de Oliveira.

Jeremias Pereira Leite diz que para Cáceres a perspectiva é de que nós próximos anos, com mais áreas para exploração, o custo de produção reduza e os negócios melhorem.

"Nós esperamos ter uma produção de farelo de soja mais próxima além de outros insumos, isso vai gerar mais economia pra nossa região e possibilitar inclusive uma maior interação lavoura-pecuária".

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FONTE: Com Cáceres Notícias

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