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Dólar fecha em leve alta ante real com exterior e fluxo de saída

O dólar caía ante a cesta de moedas, mas passou a subir ante divisas de países emergentes à tarde, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

13/03/2018 17h08 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira (13), depois de passar boa parte da sessão em queda, com fluxo de saída de recursos do país e a demissão do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, ofuscando a percepção de que os juros norte-americanos não vão subir mais do que o esperado após dados de inflação comportada, destaca a Reuters.

A moeda norte-americana subiu 0,13%, vendida a R$ 3,2615, acumulando valorização de 0,59% no mês. No ano, a divisa ainda tem queda de 1,57%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou mais cedo que substituiu Tillerson pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo. Os investidores ficaram cautelosos com a incerteza sobre a política externa dos EUA no futuro, que envolverá negociações sobre o comércio e com a Coreia do Norte.

O dólar caía ante a cesta de moedas, mas passou a subir ante divisas de países emergentes à tarde, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

Mais cedo, o dólar foi negociado em queda sobre o real, com o mercado respirando mais aliviado com dados fracos de inflação nos Estados Unidos reforçarem apostas de que os juros na maior economia do mundo não vão subir mais do que o esperado.

"Com o núcleo (da inflação) ainda confortavelmente abaixo da meta, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não tem razões para promover aumento mais agressivo das taxas de juros do que o que está atualmente precificado", disse o analista da gestora CIBC, Avery Shenfeld, em nota.

Os preços ao consumidor dos Estados Unidos desaceleraram em fevereiro em meio à queda nos preços da gasolina e à moderação no custo dos aluguéis, na mais recente indicação de que uma aceleração da inflação provavelmente será apenas gradual.

O Fed vem indicando que elevará os juros três vezes neste ano de forma gradual e, um movimento mais forte do que o esperado, aumentaria o potencial de atrair para os Estados Unidos recursos aplicados hoje em outros mercados financeiros, como o brasileiro.

O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão toda a oferta de 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril. Dessa forma, já rolou US$ 1,4 bilhão do total de 9US$ ,029 bilhões. Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

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FONTE: G1 e Reuters

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