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MOEDA AMERICANA

Saída de dólares do país supera entrada em novembro, diz Banco Central

O dólar sai quando esses investidores retiram recursos do país e, normalmente, aplicam em outros países.

07/12/2017 13h00 | Atualizada em 11/12/2017 15h58

A retirada de dólares no Brasil superou o ingresso em US$ 636 milhões no mês de novembro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (6). O movimento foi registrado após dois meses de entrada de divisas na economia brasileira.

A saída de recursos do país continuou no começo de dezembro. No primeiro dia útil deste mês, mais US$ 965 milhões foram retirados do Brasil.

A entrada de dólares se dá quando investidores enviam dinheiro ao Brasil para aplicações financeiras ou investimento em empresas, por exemplo.

O dólar sai quando esses investidores retiram recursos do país e, normalmente, aplicam em outros países. Essas operações ocorrem por meio de remessas feitas por bancos contratados por esses investidores.

No acumulado deste ano, até 1º de dezembro, porém, o ingresso de dólares supera as retiradas em US$ 8,99 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 1,83 bilhão havia sido retirado do Brasil.

Impacto no dólar

A saída de dólares favorece, em tese, a alta da moeda em relação ao real. Isso porque, com menos dólares no mercado, seu preço tende a subir.

Em novembro, porém, o dólar registrou estabilidade. No fim de outubro, a moeda norte-americana estava em R$ 3,27 - mesmo patamar do fim do mês passado. Nesta quarta-feira (6), por volta das 13h, operava ao redor de R$ 3,23.

Acompanhe aqui a cotação do dólar

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

Nos últimos dias, o dólar tem refletido as movimentações do governo para tentar angariar apoio para a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.
Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

Recentemente, a autoridade monetária informou que, entre os dias 1º e 20 de dezembro de 2017, realizará venda, por meio de leilões, de contratos "swap cambial", tendo por alvo a rolagem do vencimento do dia 2 de janeiro de 2018 - que soma US$ 9,6 bilhões.

FONTE: G1

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