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JBS admite ter atuado no câmbio e alega 'proteção financeira'

Com negócios no exterior e dívida em dólar, empresa diz que tem atuação 'diária' para se proteger de variações cambiais

19/05/2017 16h06 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Foto: reprodução

Por G1

A JBS admitiu que comprou dólar nos últimos dias e disse que movimentações "seguem alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira". A compra de dólar na véspera do vazamento dos aúdios da delação premiada da JBS teria levado a empresa a obter ganhos financeiros, já que a cotação da moeda disparou 8,15% na última quinta-feira (18).

Uma movimentação atípica no mercado de câmbio na quarta-feira (17) trouxe uma desconfiança no mercado de que a companhia teria aumentado sua posição em dólar, apurou o blog da Thais Heredia. Isso teria levado a companhia a lucrar com a alta do dólar no dia seguinte. A cotação da moeda disparou 8,15%, na maior alta diária em 18 meses.

Em comunicado, a JBS afirmou que "gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities". A empresa explicou que utilizar instrumentos financeiros para "minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações".

A empresa tem dívida em dólar e operações no exterior, o que faz com que seus negócios tenham exposição à variação cambial.

No comunicado, a JBS citou um exemplo do impacto da oscilação do dólar no seu balanço. "Um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março (fechamento do primeiro trimestre) e 18 de maio, a companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão", disse a JBS.

"Reiteramos assim que as movimentações realizadas pela companhia nos últimos dias seguem alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira", concluiu a empresa.

Investigação na CVM
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou três processos administrativos em uma semana para investigar o frigorífico JBS. As informações sobre o conteúdo das investigações não foram confirmadas pela CVM.

Os processos foram instaurados nos dias 12, 17 e 18 de maio e investigam "notícias, fatos relevantes e comunicados" da JBS, de acordo com informações disponíveis no site da CVM.

Veja a íntegra da nota enviada pela JBS:
"Em relação às notícias veiculadas nos últimos dias sobre operações de câmbio que teriam sido realizadas pela JBS S.A., a Companhia esclarece que gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities.

Tendo em vista a natureza de suas operações, a JBS tem como politica e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações.

Um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março (fechamento do primeiro trimestre) e 18 de maio, a Companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão.

Reiteramos assim que as movimentações realizadas pela Companhia nos últimos dias seguem alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira."

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