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ECONOMIA

General Motors acusa autoridades da Venezuela de confisco

Empresa decidiu suspender operações no país, que está mergulhado em forte tensão política, social e económica

20/04/2017 09h34 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Foto: reprodução

Por UOL

A construtora automóvel General Motors anunciou hoje que suspendeu as operações na Venezuela, depois das autoridades venezuelanas terem confiscado uma fábrica da empresa na quarta-feira.

No comunicado, a construtora automóvel norte-americana diz que outros ativos como automóveis foram retirados da fábrica, causando danos irreparáveis.

A GM afirma que a fábrica foi confiscada, desrespeitando o direito a um processo.

Fica desde já a promessa de que vai defender-se legalmente e que está confiante que a justiça prevalecerá.

A Venezuela saiu ontem à rua, na capital Caracas, contra o presidente Nicolas Maduro. Para além dos dois mortos a tiro nas manifestações, há hoje a indicação de que um militar venezuelano foi morto também a tiro, em San Antonio de los Altos, no estado de Miranda, perto da capital. Houve também mais de 500 detidos, na sequência do violento protesto e manifestações de censura.

As autoridades venezuelanas ordenaram às operadoras de televisão por cabo que suspendessem a emissão das estações El Tiempo, da Colômbia, e Todo Notícias, da Argentina, precisamente por terem transmitido as manifestações contra o Governo na quarta-feira.

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