PUBLICIDADE
MANIFESTO DA MANIFESTA

A poesia de Caio Ribeiro com versos na forma de livro-livre

Caio Ribeiro lança terceiro livro em Cuiabá e São Paulo. A obra foi contemplada no Edital da Prefeitura de Cuiabá, via Secretaria de Cultura, através do Conselho Municipal de Cultura

Luiz Marchetti

Colunista

17/08/2018 20h51 | Atualizada em 20/08/2018 10h06 1 comentario

Com seus primeiros livros esgotados, o escritor rondonopolitano Caio Ribeiro prepara o lançamento de MANIFESTO DA MANIFESTA na terça 21 de agosto às 19h na Academia Mato-grossense de Letras.   Em São Paulo o livro será lançado na sexta 31 de agosto às 19h30 na Patuscada Livraria, Bar & Café. Em Cuiabá durante a noite de autógrafos haverá coquetel performático. Você está convidadx.

Luiz Marchetti -Terceiro livro para um escritor tão jovem. Você sente descrédito, algum preconceito etário? 

Caio Ribeiro -Eu nunca entendi muito bem esta ideia de associar qualquer tipo de produção à idade. Se você é muito jovem e produz algo bom, vão te tachar de gênio, prodígio. Se você é muito velho, vão te chamar de lenda. Não acho esta espetacularização algo positivo, como se existisse uma faixa etária da boa produção de qualquer coisa, que vai dos 30-50 anos. E claro, já rolaram algumas situações de preconceito por ser muito novo, como se a pouca idade significasse menos estudo, ou menos propriedade para falar de algum assunto. O amadurecimento é um processo que acontece por toda a vida, mas existe um acordo invisível que faz com que ele seja uma exclusividade dos jovens, e que ao chegar a uma certa idade “você já está feito” e não precisa mudar. Acho tudo isso um erro. 

Luiz Marchetti - OManifesto da Manifesta vem de onde e vai pra quem? 

Caio Ribeiro - Manifesto da Manifesta surgiu de uma pesquisa que estava fazendo com poesia e lambe-lambe. Comecei investigando a relação da poesia com o espaço, e saí por aí colando meus lambes pela cidade. Nesse período de pesquisa e experimentação, a escritora Marília Beatriz e eu fizemos uma série de lambe-lambes e os espalhamos pela UFMT. Foi muito bom. Também ministrei oficinas de lambe-lambe e poesia para crianças em parceria com o Sesc. Além da pesquisa com os lambe-lambes, o livro parte da ideia de manifesto, e também estudei alguns manifestos de escolas artísticas, principalmente o Manifesto Antropofágico. O livro foi escrito num tempo temeroso, um tempo em que algumas coisas precisam ser manifestadas e, principalmente, festadas. O livro vai pra quem vive aqui e agora, mas especialmente pra cidade, para os muros, para as paredes, postes, pra fora. Livro livre.

Luiz Marchetti - O livro objeto extrapola as convenções de livro convencional, enfatiza outras fronteiras com as artes visuais. O quanto o criador de arte híbrida em suas práticas experimenta literatura com outras expressões?

Caio Ribeiro- Desde O Colecionador de Tempestades, fui fisgado por autores como Silva Freire e Wlademir Dias-Pino, que traziam fortemente a ideia de uma nova abordagem para a poesia, para a palavra, para a letra. A geografia dos meus poemas é influenciada por uma visualidade da página, em que tudo importa. Não há uma tábua de mandamentos, mas a vontade de enxergar além.  A própria ideia de lambe-lambe presente no livro já o leva pra outro lugar, pra arte urbana. Os versos, alguns levemente melódicos, trazem uma sonoridade musical. E este é o poder da literatura, o de não beber apenas dela mesma.

INFO: (65) 99668 7299

.

1 COMENTÁRIO

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

  1. Caio Ribeiro is a poet I love. His poetry works very well and goes into human hearts. duck life

Comente, sua opinião é Importante!

PUBLICIDADE