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CULTURA EM CIRCUITO

Confira dicas para curtir seu fim de semana em Cuiabá no Garimpo Cultural

Coluna traz dicas para você aproveitar a programação com os melhores shows, apresentações, teatro, música e muito mais

20/10/2017 17h04 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Confira dicas para curtir seu fim de semana em Cuiabá no Garimpo Cultural

Ilustração

A volta de ‘Vespa 7’

O primeiro grupo de teatro de rua mato-grossense , o Grupo Gambiarra volta à ativa com um sucesso da década de 1980. ‘Vespa 7’ foi um dos grandes sucessos teatrais de  Liu Arruda e Ivan Belém, uma trama misteriosa num emaranhado de personagens incríveis! Anote na agenda, na próxima semana sexta 27 e sábado 28, às 20h, no Cine Teatro Cuiabá, a reunião do quarteto: Vespa 7 (Demétrio Arruda), Ramona (Vital Siqueira), Professora Vitorina (Ivan Belém) e Dr. Sandoval (Messias Bruxo). A peça teatral “Vespa 7” é um texto do dramaturgo Luiz Carlos Ribeiro, adaptado da obra “Pedra Canga”, de Tereza Albues, ambos mato-grossenses talentosos e corajosos na inventividade com ingredientes locais. No cenário de uma sala típica cuiabana, o romance atinge notas fúnebres até se converter em assassinato e mistério.  Você vai morrer de rir. Ingressos à venda na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá em horário comercial, de segunda-feira a domingo, e, ainda, na Casa de Festas do Pantanal Shopping e Goiabeiras Shopping. INFO: (65) 2129 3848 e 99635 3486

CrÍtica de dança

Proposição artística: “Para Menores” - Elka Victorino (MT)

Por: Caio Ribeiro, escritor e artista

O espetáculo se inicia em uma antessala escura e quente, onde o público aguarda inquieto o acesso aos outros espaços, separados por um vidro onde está a bailarina e professora de dança Elka Victorino, com uma claquete “Elka, 45”.  Neste pouco tempo de espera, podendo espiar um filete do que está por vir do espetáculo de dança contemporânea, o público faz rápidas e superficiais reflexões sobre o cárcere privado, ali, no calor da impaciência, quebrando o gelo.  Após a abertura da porta que põe fim à separação de bailarina-público, o novo espaço cênico está dividido em dois eixos para o público se sentar. São cercas de tela que separam espectador de atriz. Um espetáculo de duas frentes, e Elka as explora muito bem, privilegiando essas duas partes, permitindo assistir tudo de duas perspectivas, pois recria as cenas dos dois lados. Elka nos coloca em várias posições, obrigando a enxergar outras perspectivas de visão através do arranjo do espaço cênico.

Em um momento, observa-se um animal no zoológico, passivo, apreciando o quão exótico uma cela de presídio pode ser, enxergando aquilo com a naturalidade de quem assiste horas de casos de menores infratores no noticiário e banaliza todo o resto. N’outro, Elka arremessa a perspectiva para dentro da cela, nos fazendo experimentar a humilhação presente na hierarquia institucional de um presídio para menores. O abuso de autoridade para construção de uma falsa imagem moral da realidade dos garotos que estão trancafiados nas celas, aguardando a professora de dança chegar para mais uma aula. E aí começa a viagem para outra prisão, a mente e a forma de enxergar destes menores. O espetáculo é um passeio pelas perspectivas de encarar a realidade da população jovem carcerária que tem a o destino alterado quando uma professora de dança começa a estudá-los.

Elka ilustra no corpo a objetificação da mulher, principalmente a mulher periférica, hipersexualizada, e reforça, na sonoplastia do funk, a figura da mulher reduzida a um corpo sensual que rebola para satisfazer o prazer sexual interminável do homem.  Com belíssimos movimentos e partituras corporais, Elka percorre o desespero e a inocência perdida destas crianças, em especial as meninas, que dançam entre a fé e o desejo, num profanar que nos comove. A esperança divina explode pela boca, virilha e peito. É anunciação dum contrabando de cápsulas de entorpecentes dentro de um ventre feminino.  Após a jornada pelas perspectivas dos jovens presos, Elka materializa todos eles, nomes e idades, com seus chinelinhos virados para ela, entre a inocência e a maldade.

Preciso dizer que só enxerguei Elka ao fim, quando ela mesma se desmancha para revelar sua “ficção”. Uma maravilhosa transmutação pelos olhos dos menores que a assistiam.

16ª Mostra de Audiovisual Universitário América Latina

A MAUAL, promovendo o audiovisual em Mato Grosso, finalmente chega nesta semana ao Cineclube Coxiponés da UFMT.  A mostra vai de segunda 23 a sexta 27 de outubro. Durante as manhãs acontecem mesas de debates, abertas ao público, durante as tardes, as oficinas, e a partir das 17h no Centro Cultural acontecem a feira gastronômica e a feira literária. As 19h iniciam as mostras, competitiva e informativa. Entrada franca. Confira toda a programação no site:

www.mostrauniversitariaufmt.com/

PEÇA INFANTIL COM ENTRADA FRANCA

No mês do Dia das Crianças, eis aqui um espetáculo que vale a pena reunir a criançada para assistir. Neste sábado dia 21 de outubro será a estreia do novo espetáculo da Solta Cia de Teatro: “No quintal o Mundo!”. No Teatro do Sesc Arsenal, às 19h30. Chegue cedo, pois os ingressos são gratuitos e serão distribuídos uma hora antes! INFO: (65) 3616 6900

FONTE: Luiz Marchetti

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