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DICAS

Por que você não deve deixar seu pet sozinho no carro

Recentemente, o vídeo de um cachorro sendo resgatado após ficar cerca de quatro horas trancado dentro de uma caminhonete em Balneário Camboriú, no litoral norte catarinense, viralizou nas redes

Da Redação

Equipe

19/01/2022 12h14 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Por que você não deve deixar seu pet sozinho no carro

Divulgação

Muito provavelmente você já flagrou um pet trancado em um carro, sozinho e com os vidros fechados, em um estacionamento da sua cidade. Infelizmente, cenas como essa são muito comuns e colocam a vida dos animais em risco.



Recentemente, o vídeo de um cachorro sendo resgatado após ficar cerca de quatro horas trancado dentro de uma caminhonete em Balneário Camboriú, no litoral norte catarinense, viralizou nas redes sociais e jogou luz em um tema de extrema importância, principalmente no verão.

Felizmente, o cãozinho da raça Buldogue Francês sobreviveu ao calor de quase 40° dentro do veículo. O tutor estava almoçando na casa da família e foi preso em flagrante por maus-tratos a animais.

Embora seja um assunto bem óbvio para muita gente, vamos te explicar porque você não deve deixar o seu cachorro ou gato sozinho no carro, mesmo que seja por um pequeno período.



Por que não pode deixar cachorro dentro do carro?

O principal motivo para você nunca deixar o seu cachorro trancado dentro do carro é o que chamamos de overheating, ou superaquecimento, em português, que acontece quando o cão fica exposto por muito tempo ao calor excessivo, o que desencadeia uma série de sinais que podem levá-lo a óbito.

Para se ter uma ideia do perigo de deixar um pet trancado dentro de um carro, um estudo realizado pela Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, revelou que o painel de um veículo estacionado ao sol em um dia quente de verão pode chegar a 70°C em apenas uma hora.

A pesquisa foi realizada com o objetivo de mostrar o tempo que leva para uma criança pequena sofrer lesões por calor ou mesmo morrer por hipertermia, mas também pode ser usada para mostrar os perigos de deixar um animal preso em um automóvel.

Assim como os seres humanos, cachorros, gatos e outros animais também sofrem com alterações climáticas. Entretanto, diferentemente de nós, eles não têm glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo. Assim, a regulação térmica é feita através dos coxins (as “almofadinhas” das patas) e pela língua. Ou seja, eles são muito mais sensíveis ao calor que a gente.

No caso dos cães ou gatos braquicefálicos, isso é ainda pior. O focinho curto e achatado faz com que eles tenham bastante dificuldade para respirar, principalmente em dias muito quentes. As vias aéreas desses cães são mais estreitas e a regulação da temperatura corporal não é feita de forma adequada, aumentando significativamente a temperatura do corpo.

Mas, além do risco das altas temperaturas, eles também podem se assustar com barulhos externos e acabar se machucando ou até mastigar os acessórios internos devido à ansiedade, correndo o risco de engasgar-se ou de sofrer algum tipo de intoxicação.

Sinais de um pet com a temperatura corporal elevada dentro do carro

Quando preso em um carro, com janelas fechadas e exposto ao calor intenso, o cão pode apresentar sinais como:

  • Respiração rápida
  • Salivação excessiva
  • Tremores
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Perda de consciência
  • Desmaios
  • Convulsões

Encontrei um animal preso dentro de um carro, o que posso fazer?

A princípio, de acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/1998, pets trancados em ambiente que os exponha a risco de vida equivalem a crime de maus-tratos aos animais.

Dessa forma, se encontrar um cachorro, gato ou outro pet preso dentro do carro, você deve fotografar a cena, anotar a placa do veículo e ligar para a polícia imediatamente, que poderá fazer o flagrante do crime contra a saúde do pet.

Agora, se ele estiver apresentando alguns destes sinais citados acima, você pode quebrar o vidro do veículo para salvar a vida dele. Mas, lembre-se: é imprescindível que registre toda a ocorrência para comprovar que agiu para salvar o pet. Além disso, uma testemunha pode ser fundamental para evitar problemas posteriores.

Depois de retirar o pet do veículo, você deve prestar os primeiros socorros resfriando as patas, a região do pescoço e a cabeça com uma toalha molhada ou água fresca e, posteriormente, levá-lo a o médico-veterinário o quanto antes para evitar possíveis sequelas.

Vale destacar que mesmo no caso de aparente estar 100%, o pet precisa ser encaminhado para uma avaliação com um profissional, já que existe o risco das altas temperaturas afetarem os órgãos internos.

FONTE: Petlove



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