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JOÃO BATISTA

‘A política deixou de servir o povo em Mato Grosso'

O deputado eleito falou de sua luta de fazer campanha sem dinheiro e qual será o seu posicionamento na AL

Jefferson Oliveira

Jornalista

22/10/2018 07h39 | Atualizada em 22/10/2018 12h46 5 comentarios

‘A política deixou de servir o povo em Mato Grosso'

Assessoria

Ele é um dos que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e assumirá a cadeira em 2019. Eleito deputado estadual pelo Pros com 11.374 votos, João Batista Pereira de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), falou com exclusividade ao Circuito Mato Grosso sobre o desafio na nova jornada.

Realizando uma campanha franciscana, o deputado eleito não conseguiu percorrer os 141 municípios do estado. Optou por visitar as regiões polo e para isso contou com apoio de colaboradores, voluntários e da classe de agentes penitenciários que abraçaram a causa de João Batista.

João deixou claro que além da segurança pública ser sua grande bandeira na Assembleia Legislativa (AL), também defenderá o interesse da população menos favorecidas, e que não tem acordo com empresários e “barões”, já que sua campanha não contou com doação destes.

O agora deputado esteve por diversas vezes a frente de manifestações e reinvindicações contra o atual governador, hora pedindo concurso público, hora cobrando melhorias de trabalho aos agentes e no sistema penitenciário. Confira a entrevista que João nos concedeu.

Circuito Mato Grosso: Como saiu a ideia de ser candidato a deputado estadual?

João Batista: A decisão da gente sair candidato, ela partiu de uma construção dentro da nossa categoria e do fórum sindical. Depois de toda essa luta que tivemos com o governo passado (Pedro Taques) para a manutenção dos direitos coletivos, RGA, previdência, acabou que reunimos e chegamos a conclusão que precisávamos ter representante desse segmento na Assembleia Legislativa.

CMT: E como foi a escolha do seu nome?

JB: Abrimos um diálogo durante alguns meses, selecionamos os nomes que tinham viabilidade e lançamos alguns nomes, e há seis meses atrás começamos a fazer um trabalho de pré-campanha de conversa com servidores do interior. A categoria abraçou ao projeto e começaram a se voluntariar no estado inteiro, tanto que tivemos votos em 124 municípios.

CMT: Qual foi o maior desafio nessa campanha?

JB: O maior desafio foi fazer a campanha sem dinheiro, porque você precisa de estrutura. Tinha candidato colocando adesivos em milhares de carros, porém dando combustível em troca, alguma ajuda conforme as pessoas nos contavam. Nós conseguimos colocar 1.200 adesivos em carros pelo estado, sem precisar dar um centavo. Poderíamos colocar até 5 mil, mas para achar seria mais complicado, mas a maior dificuldade encontrada mesmo, foi a falta de dinheiro.

CMT: Conseguiu visitar os 141 municípios?

JB: Infelizmente não, rodamos só as cidades polos do estado, trabalhamos muito por redes sociais e o boca a boca.

CMT: Você ganhou bastante visibilidade nos enfrentamentos que teve contra o atual governador, você acredita que isso pode ter ajudado em sua campanha?

JB: Acredito que sim, não só esse governo, mas o do Silval Barbosa também, já estamos com oito anos de criação do sindicato, e durante esses oito anos foi um período de lutas, e nesse período, não foi só cobrança de salários aos servidores, foram lutas por estruturas  de trabalho e também não enfrentamos só o governo, mas também uma facção criminosa que  na maioria das vezes quando reivindicávamos nosso direito, ao invés de ir para cima do governo, vinha para cima da gente, mas nunca recuamos e mantivemos de cabeça erguida. O eleitor busca uma qualidade no candidato, e acredito que  o que enxergaram na gente, foi a coragem mesmo.

CMT: Como você avalia essa renovação na Assembleia Legislativa?

JB: São 14 novatos que estão chegando, alguns não tão novos, pois já possuíam cargo eletivo ou foram candidatos em outras ocasiões, mas vejo como o novo momento da política. Na verdade eu vejo que a finalidade da política é servir ao povo,  e nós vemos que aqui no estado de Mato Grosso principalmente, a política deixou de servir o povo , e passou a fazer com que o povo servisse a política, e acho que com essa nova mentalidade, onde por exemplo os que foram eleitos com menos recursos financeiros chegaram lá sem estar comprometido com grandes empresários e produtores, chegaremos de foram independente e com um único objetivo, corresponder aos que votaram na gente, a confiança que nos foi depositada, e hoje meu compromisso é com o povo de Mato Grosso.

CMT: E sua posição na AL, será base de governo, oposição, já foi conversado sobre isso?

JB: Ainda não sei, tive uma conversa com o governador eleito (Mauro Mendes) e o que coloquei pra ele foi, que tudo que for do interesse do povo de Mato Grosso e for bom para o estado, ele poderá contar com o meu voto e minha militância, já aqueles projetos que eu ver que será para beneficiar grandes empresários e os poderosos do estado de Mato Grosso e for prejuízo da população e trabalhadores do serviço público, ele vai ter o meu voto contrário e mais do que isso, terá minha militância contrária a ele e se for necessário chamar os servidores para dentro da AL para fazer o trabalho eu farei.

CMT: Mas acredita que ele poderá fazer um bom governo?

JB: Eu quero acreditar que ele vai fazer um bom trabalho, vou torcer para ele fazer um bom trabalho e vou trabalhar para ajudar que ele faça um bom trabalho, desde que ele esteja focado no bem estar social e não no crescimento dos poderosos do estado de Mato Grosso.

CMT: E qual será a sua principal bandeira na AL?

JB: Como deputado, estarei defendendo toda a sociedade de Mato Grosso, mas há os focos, tem deputado que vem da área de saúde, então eles vão dar uma atenção maior na área de saúde que está certo, já no meu caso vou focar na área de segurança pública, que tem a questão de fronteira seca, que faz com que MT vire corredor para o tráfico de drogas e armas, quero trabalhar junto a secretaria de segurança pública e principalmente buscar mais visibilidade ao sistema penitenciário, pois quando se trata de segurança pública esquecem que o sistema penitenciário ele faz parte deste ciclo, e a omissão do governo com essa categoria, é o que faz com que aumente a violência. Essa posição, faz com que o ciclo se retroalimente de criminosos, e as pessoas que vão presas não são recuperadas e não atendem a finalidade da pena.

CMT: Já tem algum projeto ou ideia neste sentido?

JB: Vou conhecer o sistema penitenciário de Santa Catarina (SC) que é modelo hoje em frentes de trabalho para colocar o maior número de presos trabalhando, e gerando recursos para a sociedade.

CMT: E se tratando de sistema penitenciário, já se tem uma ideia de destinação de verbas futuras para área e construção de novas unidades?

JB: Eu já tenho em mente uma linha que vamos trabalhar em relação ao sistema penitenciário. O recurso do sistema você utiliza para folha de pagamento, custeio e investimento. A folha de pagamento não tem como sair dos cofres do estado, mas custeio se colocarmos o maior número de presos trabalhando e produzindo, em médio prazo temos como fazer com que todo o custeio do sistema, seja custeado pelos presos. Já em relação a investimento, você tem o fundo penitenciário nacional, que já tenho informações que tem lá mais de R$ 2 bilhões nos cofres, só faltam bons projetos para esse dinheiro ser liberado, ou seja, tem como fazer investimento no sistema penitenciário, sem ter que mexer no caixa do estado, basta trabalhar direito os projetos.

CMT: E as emendas impositivas?

JB: Acho que essa questão, da para utilizarmos em outras áreas, temos bons projetos de interesse coletivos, projetos sociais que atendem menores, idosos, quero trabalhar principalmente na área social, na cultura, no esporte, então se conseguirem destravar as emendas pois estão travadas, quero utilizar nessas áreas aí.

CMT: Qual a sua expectativa neste próximos quatro anos como deputado?

JB: Eu pretendo assim como fizemos uma campanha popular de ir nas ruas, falar cara a cara com a população, já que não tínhamos dinheiro e usar estratégias que alguns usaram, nós fizemos uma campanha popular, então quero fazer uma legislatura popular também, passar estes quatro anos em contato direto com a população e ver se a gente consegue fazer com que a população ocupe a AL que é a casa do povo, quero fazer uma política nessa linha, não a política elitizada que vemos.

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5 COMENTÁRIOS

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