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ENTREVISTA DA SEMANA

Wellington Fagundes: Rixa com Taques não é pessoal

Deputado por seis mandatos e senador, rondonopolitano garante que conseguirá fazer mais e melhor à frente do Paiaguás

Rodivaldo Ribeiro

Editor-adjunto

24/05/2018 09h24 | Atualizada em 24/05/2018 10h57 6 comentarios

O rondonopolitano Wellington Antonio Fagundes (PR) tem 61 anos, é médico-veterinário e atua na política desde 1991, ano em que se elegeu, pela primeira vez, deputado federal. Desde então, jamais se ausentou do Congresso Nacional, onde hoje exerce um mandato de senador da República após seis sucessivos na Câmara. Há cerca de dois meses, lançou-se pré-candidato ao governo do Estado e aumentou o tom das críticas que sempre teceu ao governador Pedro Taques (PSDB). Em entrevista ao Circuito Mato Grosso, ele negou qualquer tipo de rixa pessoal com o chefe do Executivo e garantiu que suas discordâncias são de ordem diretamente política e institucional. Inquirido se é antigo o desejo de ser governador, desconversou, dizendo que o momento exige e os companheiros de partido o colocaram na posição de pré-candidato. Ainda assim, não fechou totalmente as portas à possibilidade de ampliar seu grupo de alianças. Leia a íntegra da entrevista logo abaixo.

Circuito Mato Grosso: A decepção com Pedro Taques chegou ao lado pessoal?

Wellington Fagundes: Nunca misturo as coisas, muito menos a política com a vida pessoal. Todos que me conhecem sabem perfeitamente como penso e como atuo. Jamais fiz ou farei política no campo pessoal. Sempre fiz política no campo das ideias e das realizações. Sempre visando o interesse maior que é de atender aos anseios da população, que nos elege para representá-la.

CMT: O senhor fala com ele?

W.F.: Sim. Meu trato com o governador sempre se deu de forma respeitosa. O conheci quando ele se elegeu senador e eu era deputado federal. Como governador, nosso contato sempre se deu no campo institucional e de maneira republicana, apesar de ser um parlamentar de oposição ao seu governo.

CMT: Pivetta diz que ele não tem pulso para conduzir as reformas prometidas em campanha. O senhor concorda com a avaliação?

W.F.: Pivetta foi o coordenador de campanha de Pedro Taques. É a palavra de um ex-aliado. Muitos ex-aliados do governador, aliás, estão agora percebendo o que nós já sabíamos desde 2014: Pedro Taques não fez e não fará o que prometeu.

CMT: O senhor sempre foi crítico feroz da administração Taques, por quê?

W.F.: Tenho uma história de luta por Mato Grosso, de ajudar todos os governos a promoverem o desenvolvimento do Estado. E não foi diferente nos últimos três anos como senador. Trabalhei muito com a bancada federal, cito, por exemplo, a liberação do FEX. Quando assumi no Senado, havia atrasos e conseguimos, com muito esforço, colocar os pagamentos em dia. Em um ano, chegamos a quase R$ 1 bilhão de recursos ao Estado. Nesses quatro anos, são R$ 2 bilhões de FEX. Tem ainda o trabalho feito para regulamentar a Lei Kandir, as emendas de bancada para a saúde, segurança e também na infraestrutura, mas temos um governo que não faz uma boa gestão dos recursos. Prova disso é o dinheiro em caixa, na conta, pronto para ser usado, como os quase R$ 70 milhões destinados à construção do novo Hospital Universitário Júlio Muller. O dinheiro está lá parado há mais de quatro anos.  Se existe um governo que não resolve problemas emergenciais, é dever da oposição cobrar soluções. E é o que estamos fazendo todo o tempo, em defesa, principalmente, dos interesses dos cidadãos na saúde, na segurança, na educação.

CMT: É possível mesmo derrotar (caso se confirme, claro) uma chapa com Mauro Mendes, Jayme e Júlio Campos e Carlos Fávaro, além do próprio governador?

W.F.: Em primeiro lugar, importante ressaltar que Carlos Fávaro está compromissado conosco e nós estamos compromissados com o PSD. Tenho trabalhado para construir uma aliança sólida, de forma ampla, transparente, com propósitos voltados ao interesse da população, e que, uma vez formada, possa trazer segurança ao eleitor. Nisso, vamos construir um plano de governo, discutido com a população, com variáveis que permitam assegurar o desenvolvimento pleno de Mato Grosso. Ao buscar essa aliança, queremos alinhar todas as correntes para promover um governo de muitas realizações. Não vou me preocupar com número ou quais serão os candidatos adversários. Quero continuar fazendo política para agregar. Nosso objetivo é ganhar as eleições, mas não só ganhar, porque o grande desafio será governar. Nosso foco é apresentar um programa de governo consistente e uma aliança forte, com foco na governabilidade. Por isso, minha atitude – assim como fiz em toda minha vida – será fazer um governo cumpridor de palavra, que não tenha ódio, que não discrimina ninguém, e que não seja o dono da verdade.   

CMT: Como o senhor vai fazer para ser diferente de Taques? Não é o que promete todo político?

W.F.: O governador é o servidor número 1 de uma máquina governamental. Tem que ser exemplo, acreditar, ter fé, liderar e ser o motivador. Um Estado não se governa sozinho. É importante criar, cada vez mais, condições melhores para o trabalhador, no caso do governo, para o funcionário público, seja na valorização e, sobretudo, na sua capacitação de servir bem a população. Vamos trabalhar de portas abertas, ouvindo e dialogando com as diferentes forças sociais, econômicas e políticas de nosso Estado. Governar exige planejamento e gestão competentes. Exige também valorização da força empreendedora das pessoas, ter atitude firme em favor do desenvolvimento. Além disso, dar ênfase na geração de empregos e no cuidado das necessidades de nossa gente. Um governo precisa simplificar as coisas e não atrapalhar, ser ágil às demandas. E quem viu o trabalho do atual governador sabe que ele não agiu assim. A prova está aí.

CMT: Numa escala de 0 a 10, qual a probabilidade de o senhor ir se juntar ao outro grupo, com Mauro, os irmãos Campos e Fávaro? Nesse caso, abriria mão do projeto ao governo e se candidataria a qual cargo?

W.F.: Repito: eu, o Fávaro e o PSD temos compromisso mútuo. Sou o pré-candidato a governador de um grupo significativo de partidos de oposição, formado até aqui pelo PR, MDB, PTB, PP, PSD e PCdoB, que se unem em torno de uma atitude pelo desenvolvimento de Mato Grosso e estamos dispostos a conversar com os demais partidos que queiram se unir ao nosso projeto. A candidatura já não me pertence mais e sim a esse grupo de partidos. Estamos trabalhando muito para fortalecer esse grupo, queremos somar mais forças, sem deixar, no entanto, de focar um eventual segundo turno. Acredito que política é uma soma de boa vontade e de muito trabalho.

CMT: É desejo antigo ser governador de Mato Grosso?

W.F.: Como filho de migrante, nascido aqui em Mato Grosso, tenho uma história. E essa história – minha e de minha família – sempre foi feita com trabalho e muita dedicação. Na política não é diferente. Em tudo é preciso ter foco para fazer o melhor. Quem me conhece sabe que jamais fiz política com vaidade. Sempre atuei pela convergência de esforços que possam beneficiar e valorizar a população. O momento exige atitude para resolver os graves problemas que se acumulam e afetam diretamente a vida dos cidadãos. Mato Grosso não pode mais perder tempo com a ineficiência da gestão do governo atual. É preciso um olhar para o futuro e uma atitude firme pelo desenvolvimento. Fui escolhido por esse grupo de partidos para liderar esse projeto e, pela experiência acumulada e conhecimento, me sinto capaz, pronto e preparado para essa missão.

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