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DEBATE INTER-RELIGIÕES

Líderes religiosos falam sobre a intolerância religiosa

Sobre o assunto, o Circuito Mato Grosso, falou com três líderes religiosos: Padre Deusdédit Monge, Ricardo De Oxaguian, e Cristian Siqueira

Catia Alves

Jornalista

Juliana Arini

Editora

25/11/2017 07h30 | Atualizada em 25/11/2017 07h40 1 comentario

Líderes religiosos falam sobre a intolerância religiosa

Reprodução/Internet

A violência religiosa tem tomado proporções dentro das diferentes crenças e gerado uma luta diária contra atos que vão desde palavras até a destruição de igrejas, terreiros e templos em todo o Brasil. Em Mato Grosso, casos já foram registrados como o que aconteceu em 2015, quando um terreiro localizado no bairro Santa Laura II foi incendiado.

Sobre o assunto, o Circuito Mato Grosso, nesta edição, na Entrevista da Semana, falou com três líderes religiosos: Padre Deusdédit Monge, vigário geral da Arquidiocese de Cuiabá, Ricardo De Oxaguian, pai pequeno do Centro Espírita da Virgem da Imaculada Conceição e o Mestre Karaiman Cristian Siqueira, mestre dirigente da Casa de Oração Caboclo Tupinambá e presidente fundador do Movimento Umbanda de Cuiabá (MUC) que falam de diferentes aspectos que levam as pessoas a praticarem atos de intolerância e de que forma isso está sendo tratado.

Confira abaixo:

Padre Deusdédit Monge é padre diocesano da Arquidiocese de Cuiabá, vigário geral da Arquidiocese de Cuiabá e pároco da Paróquia Imaculado Coração de Maria. Ele participa de um grupo de cristãos que se reúnem a cada dois meses para debaterem pontos em comum de suas crenças e estabelecerem ações conjuntas como a Pastoral da Criança.

Circuito Mato Grosso: Como o tema da intolerância religiosa é tratado na Igreja Católica?

Padre Deusdédit Monge: Desde o Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado no dia 25 de dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII o tema é debatido na Igreja Católica. Foram estabelecidos os diálogos “Ecumenium” e o inter-religioso. O primeiro envolve as igrejas cristãs, sejam elas as igrejas históricas, como a Luterana e todas as outras. O ecumenismo é uma exigência do próprio evangelho. Jesus disse “deixa, Pai, que todos sejam um para que todo mundo creia” na oração sacerdotal para a unidade dos cristãos da Terra. O ecumenismo se dá nessa linha de interação e diálogo com todas as igrejas que professam a fé em Jesus. São muitos pontos em comum e poucos os que nos desunem. O que nos une é a fé na Bíblia, na trindade e em Jesus. Essa proposta existe desde o Concílio, porém ganhou mais força com o Papa Francisco, que é muito em prol do diálogo.

CMT: E como é o a relação com as crenças não cristãs?

PDM: O diálogo inter-religioso é no sentido de como a Igreja Católica deve se posicionar com as religiões e igrejas que não professam a fé em Jesus, no caso dos budistas, mulçumanos, o espiritismo e, aqui no Brasil, as crenças afro-brasileiras. Esse diálogo tem como base o entendimento de que todas as pessoas são filhos e filhas amadas de Deus. E acima das diferenças ideológicas, partidárias e corporativas, nós somos filhos do mesmo pai e devemos amar uns aos outros. Temos que criar diálogo com essas pessoas. Diálogo para amar, e você só consegue amar quando conversa e conhece o outro.

CMT: Existem eventos específicos para que esses diálogos se estabeleçam?

PDM: Temos muitos encontros. Agora será celebração do Cuiabá 300 anos e vamos participar com todas as religiões, afinal a cidade é de todos. Tolerância significa ter caridade para com as pessoas e respeitá-la como cada um é. Igual em casa, temos que tolerar tudo e conviver com as diferenças. Hoje, temos muita dificuldade em conviver com quem é diferente de nós, e precisamos buscar a riqueza da unidade em todas as pessoas. Esse sonho de paz é o que Jesus quer no mundo. É nessa linha que nós trabalhamos a tolerância religiosa, respeitar as pessoas e aprender uns com os outros. Não há necessidade de renúncia para tolerar as diferenças. Não existe mais essa coisa de campeonato das igrejas que têm mais fiéis, isso é proselitismo, nós queremos estar unidos pela causa da paz e da não violência. Ano que vem a Campanha da Fraternidade no Brasil irá abordar o tema da violência. Nós das igrejas cristãs temos que nos unir pela paz e contra a violência. É para isso que estamos reunidos. Na parte da ação pela vida, paz e justiça.

CMT: Como a igreja Católica lida quando suas crenças são alvo de intolerância, como no caso das imagens de Nossa Senhora Aparecida que foram vandalizadas por membros de outras igrejas?

PDM: Em geral esse tipo de pessoa não representa toda a igreja, eles são sempre uma minoria de fanáticos. Se formos analisarmos na raiz, nunca é uma ação coordenada com apoio das lideranças. Eles não incentivam esse tipo de ação. Esse é tipicamente um caso de intolerância religiosa que tem o fundamentalismo como base. Temos que ter muito cuidado com esse fanatismo religioso. O Alcorão é um texto muito lindo, poético, que fala da fé, do amor e da paz, mas tem gente que mistura as coisas e cria esse tipo de fanatismo na hora de interpretar os textos sagrados, o que resulta em tanta guerra e incompreensão. Não há mais espaço no mundo para essa intolerância religiosa, precisamos superar.

CMT: Aqui em Mato Grosso existem casos de intolerância?

PDM: Contra a Igreja Católica não. Aqui não temos muito problemas de convívio, sempre estamos fazendo culto ecumênico, até com nossos irmãos do candomblé e da umbanda. Mas existem ainda casos em alguns lugares no Rio de Janeiro em que esse tipo de situação é mais forte.

CMT: Com a entrada do Papa Francisco as ações inter-religiosas ganharam mais espaço?

PDM: Sim, sem dúvida, ele é muito pelo diálogo e desde o primeiro momento esteve entre judeus e árabes e esteve em Roma reunido com muitos rabinos judeus. Ele nos dá sempre um grande exemplo de ser um homem do diálogo desde o primeiro documento que lançou, o “Evangelii Gaudium”, ou a Alegria do Evangelho. Com o pluralismo que vivemos hoje, o mundo é o diálogo e sem ele não vivemos.

CMT: O senhor então é favorável a ações como a lavagem das escadas da igreja de São Benedito promovida pela comunidade das religiões afrodescendentes de Cuiabá?

PDM: Foi uma iniciativa do pároco de lá, a intenção era estabelecer essa paz entre as igrejas. Eles frequentam muito ali, afinal São Benedito é o santo de devoção da comunidade afrodescendente da cidade. A proposta é esta: que existam cada vez mais iniciativas como essa de abertura e diálogo. Não podemos ser mais uma comunidade sectária, fundamentalista e fechada, nós queremos ser a igreja do diálogo para a paz.

Ricardo De Oxaguian, pai pequeno do Centro Espírita da Virgem da Imaculada Conceição, localizada no bairro Santa Laura II, em Cuiabá, relembra o caso de intolerância registrado m 2015, quando vândalos entraram no terreiro e incendiaram o local. O crime acabou resultando na queima de parte do acervo material da Casa, que é do segmento da umbanda e teve em sete menos pelo menos 30 invasões registradas antes da última que acabou resultando no incêndio.

Circuito Mato Grosso: Como vocês chegaram ao fato de que o centro havia sofrido o ataque por intolerância religiosa?

Ricardo de Oxaguian: Nós já temos 30 anos de fundação e há dois anos tivemos esse registro de intolerância. Até então nós considerávamos apenas furtos, pois quando entravam no terreiro levavam botijão de gás, bebidas, comida, essas coisas, e não havia ataques diretamente aos nossos santos e imagens que fazem parte dos dogmas da religião. Em 2015, atearam fogo no nosso terreiro e daí em diante nós consideramos como intolerância. Na invasão, eles quebraram todas as imagens, atearam fogo, destruíram a parte de cima do alojamento, fizeram o estrago. Então aí veio para nós a questão da intolerância que nada mais é do que a discriminação que pode ser feita através de atitudes agressivas, ofensivas e que marcam.

CMT: Por que vocês acreditam que tenha acontecido esse ato de intolerância?

RO: Acreditamos que o que leva a essa questão é a falta de fé. A pessoa não tem fé, independente da religião, a pessoa que não tem fé faz com que ela agrida quem tem fé, quem está sempre caminhando e auxiliando o próximo.

CMT: Chegaram a descobrir quem cometeu o ato?

RO: Na época teve sim o reconhecimento da pessoa que fez. Ele acabou falecendo e era lá do bairro. Ele passava informações para o pessoal que invadiu o terreiro. Nunca tinha acontecido um assalto na proporção deste que aconteceu em 2015, quando se aproveitou para, além do roubo, praticar a destruição do nosso centro.

CMT: Após o ataque, vocês reconstruíram o centro no mesmo local?

RO: Ele continua no mesmo bairro e no mesmo local com a proteção dos nossos guias, orixás, amigos e comunidade. Nós o refizemos através de doações e promoções que realizamos para arrecadar fundos.

CMT: Vocês têm medo que aconteça outro ataque?

RO: O medo existe, só que a gente não se intimida. A gente continua trabalhando, não enfoca nessa questão e foca no nosso trabalho. Graças a Deus, de lá para cá não aconteceu nenhum ataque.

CMT: Acredita que está havendo um retrocesso na luta contra a intolerância?

RO: Não é que estejamos vivendo um retrocesso, na verdade as coisas vão evoluindo. Tudo já existia, tudo existe e tudo existirá. Com a mudança que vem ocorrendo no universo – e isso eu estou falando dentro da minha religião – tudo de podre está vindo para a Terra para que depois haja um limpa. Isso não só na intolerância religiosa, mas em todos os tipos de intolerância, preconceito, violência, para que depois seja purificada. Para que a gente tenha a visão do ajudar o próximo.

À frente do Movimento Umbanda em Cuiabá, Mestre Karaiman Cristian Siqueira, mestre dirigente da Casa de Oração Caboclo Tupinambá, tem buscado, através de ações, levar à população um pouco mais de conhecimento sobre a religião da Umbanda. No último dia 15 de novembro, um ato reuniu na Praça 8 de Abril praticantes e curiosos para uma tarde de debates e apresentações. O encontro acontece há cinco anos e vem se tornando ferramenta importante na luta contra a intolerância.

Circuito Mato Grosso: Como é o Movimento Umbanda em Cuiabá?

Cristian Siqueira: O movimento trabalha muito em cima da divulgação daquilo que é a prática religiosa porque a gente acredita que a partir do momento que essa sociedade conceber a realidade, ela certamente vai olhar diferente. Há cinco anos não havia nenhuma ação pública aqui em Cuiabá voltada à intolerância religiosa, ao preconceito religioso, e aí decidimos fazer o primeiro encontro umbandista em Cuiabá e tivemos uma resposta muito boa por parte dos umbandistas e candomblecistas que participaram. Ele é importante, pois a intolerância é fruto da falta de conhecimento. Jesus, um exemplo de líder, já falava que a fé vem pelo conhecer, então a ausência de fé vem exatamente pelo desconhecer.

CMT: Como foi esse evento?

CS: Nós nos reunimos nesse espaço público, bem localizado, para tentar um contato da sociedade com aquilo que é a umbanda de verdade. Existe um total desconhecimento que faz com que as pessoas acreditem que o culto religioso mata, faz mal às pessoas, e na verdade é uma religião como qualquer outra.

CMT: Com os movimentos realizados ao longo dos anos, acredita que estão recebendo uma visibilidade maior e com isso o respeito?

CS: Completamente. Existem outros eventos voltados à intolerância religiosa, só que na atualidade o encontro umbandista realizado pelo MUC é o mais longo. Nesse sentido, inquestionavelmente, pois temos espaços para falar em canais de TV que nunca tinham dado espaço para a gente falar antes, meios escritos, sites, jornais etc. Então temos um espaço para levar a discussão e a gente vê que está melhorando muito. E temos também muito da consciência do religioso porque os cultos afro-religiosos têm uma história muito fechada, então no início eles sofreram com a não aceitação por ser negro, escravo, pobre, então era tida como baixo espiritismo. Hoje o umbandista já fala que é da umbanda, já anda de branco, usa guia no pescoço, ações que não havia no passado. Está havendo um empoderamento interno da comunidade.

1 COMENTÁRIO

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  1. INTOLERÂNCIA RELIGIOSA Por que as religiões ainda não se unem? Principiemos por entender o que significa “intolerância”. Em Medicina, a palavra é empregada para designar a impossibilidade que um organismo apresenta de tolerar certas substâncias. Muitas vezes é utilizada como sinônimo de violência ou intransigência. Na Introdução ao livro A caminho da luz, Emmanuel1 nos fala, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, sobre as transições dos séculos XX e XXI, quando as forças espirituais estariam se reunindo para as grandes reconstruções do porvir. Encarnados ou desencarnados, estamos vivendo esse momento em que se efetua a aferição de todos os valores terrestres para o despertar de um mundo novo. É natural que nesta fase de transição de nosso planeta nos preocupemos com a origem das religiões, do passado e do presente, e reconheçamos que a realidade espiritual está acima de todos os fenômenos transitórios da matéria. É natural também que nos preocupemos com todos os desvios do fanatismo, da fé cega e da separação que têm caracterizado a conduta humana na liderança dos grupos religiosos, tanto daqueles extintos quanto dos oriundos das religiões contemporâneas. As primeiras organizações religiosas da Terra tiveram, naturalmente, sua origem entre os povos primitivos do Oriente, aos quais enviava Jesus, periodicamente, os seus mensageiros e missionários.2 Foi um erro julgar como bárbaros e pagãos os povos terrestres que não conheceram, diretamente, as lições sublimes do seu Evangelho de redenção, porquanto a sua desvelada assistência acompanhou, como ainda acompanha, a evolução das criaturas em todas as latitudes do orbe. Todos os livros e tradições religiosas da antiguidade guardam, entre si, a mais estreita unidade substancial. As revelações evolucionam numa esfera gradativa de conhecimento. Todas se referem ao Deus impersonificável, que é a essência da vida de todo o Universo e, no tradicionalismo de todas, palpita a visão sublimada do Cristo, esperado em todos os pontos do globo. É por esse motivo que numerosas coletividades asiáticas não conhecem a lição direta do Mestre, mas sabem do conteúdo da sua palavra, em virtude das próprias revelações do seu ambiente […].3 Esses fatos permitem que recordemos as denominadas “Cruzadas”, isto é arregimentações de tropas que foram enviadas à Palestina para recuperar a liberdade de acesso dos cristãos a Jerusalém. A guerra pela “Terra Santa”, que durou do século XI ao século XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos sobre essa região considerada sagrada pelos cristãos. Após o domínio da área geográfica, os turcos passaram a impedir, ferozmente, a peregrinação dos europeus, utilizando-se, para tanto, da captura e do assassinato de muitos peregrinos que buscavam a região unicamente pela fé. As Cruzadas aumentaram as tensões e as hostilidades entre cristãos e muçulmanos na Idade Média. No estudo das religiões em nosso planeta não é possível ignorar as considerações reunidas por Allan Kardec no capítulo 1 de O evangelho segundo o espiritismo, 4 bem como as informações trazidas por Emmanuel sobre as revelações conhecidas como Judaísmo e Cristianismo. 5 Com Moisés, recebemos a “Lei de Deus formulada nos dez mandamentos”,6 lei que pode ser condensada no amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Allan Kardec, indiscutível missionário de Jesus, apoiado no Novo Testamento e no ensino dos Espíritos, traz-nos o Espiritismo definido como […] a ciência nova que vem revelar aos homens […] a existência e a natureza do Mundo Espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo […].7 A lei do Antigo Testamento está personifi cada em Moisés; a do Novo Testamento está personifi cada no Cristo. O Espiritismo é a Terceira Revelação das Leis de Deus e não tem a personifi cá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado […] pelos Espíritos […].8 Entretanto, a supervisão de Jesus sobre a evolução espiritual do nosso mundo é uma presença constante, confi rmada por fatos de maior ou menor repercussão. Exemplifi quemos: Em meados da década de 1960, realizava-se na cidade de Araçatuba (SP) a Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo. Simultaneamente, no mesmo período e localidade, realizava-se um evento da Juventude Evangélica. O movimento de Mocidades Espíritas enviara uma comissão para saudar os evangélicos e, na noite seguinte, o movimento evangélico enviou, como retribuição, o trio “Melodia” para executar um número musical como mensagem de fraternidade entre os diferentes grupos adeptos do Cristianismo. Foi indiscutível a emoção que tomou conta da plateia, antecedendo a palavra de Divaldo Franco, com a qual a Concentração de Mocidades Espíritas seria encerrada. Em fevereiro de 2016, a imprensa de todo o planeta divulgou imagem do encontro histórico entre o papa Francisco, da Igreja Católica Romana, com o patriarca da Igreja Católica Ortodoxa sediada na Rússia. A reunião foi realizada no México e teve, como objetivo central, a aproximação dos adeptos do Cristianismo em nosso mundo. Parece-nos que a aproximação entre as correntes religiosas que se estruturam sob a influência de Jesus, conhecidas como cristãs, antecederá aquela que deverá ocorrer também com a participação de outros grupos, nos quais a religiosidade se confunde ainda com interesses culturais e econômicos, distanciando-se mesmo dos inspirados ensinos de seus fundadores. Mais uma vez Emmanuel nos esclarece que na direção de todos os fenômenos de nosso sistema, existe uma comunidade de Espíritos puros […] em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.9 Lembremo-nos sempre de que Deus é único, onisciente e onipotente, e que a verdade também é única, uma vez que é a expressão da Lei Divina. Por mais que se confrontem e se confundam ainda os pensamentos e sentimentos religiosos dos Espíritos, a tendência incontestável é de convergência das forças vivas da vida. Conduzidos pela fé em Deus e pela mensagem superior trazida por Jesus, não duvidemos, em momento algum, do advento da unidade religiosa na Terra e da inutilidade futura da palavra “intolerância” no reconhecimento da paternidade Divina. Reportando-nos à pergunta “Por que as religiões ainda não se unem?” cremos que a resposta está implícita nas considerações apoiadas pelas entidades espirituais que nos orientaram na elaboração deste despretensioso artigo. Os Espíritos que povoam o nosso planeta situam-se em diferentes níveis de evolução. Muitos deles ainda estão influenciados por costumes e lideranças religiosas que os acompanharam na migração planetária que os conduziu para este mundo. Outros, embora originários da Terra, permanecem na infância da Humanidade e estão situados em planos menos graduados da escala evolutiva. Todos, entretanto, evoluirão em direção aos valores pertinentes à mais pura fraternidade, identificando-se com a paz e o entendimento universais. __________________________________ Referências: 1 Xavier, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38. ed. 5.imp. Brasília: FEB, 2016.2 ______. ______. cap. 9 – As grandes religiões do passado, it. As primeiras organizações religiosas. 3 ______. ______. it. As revelações gradativas. 4 Kardec, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2016. 5 Xavier, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38. ed. 5. imp. Brasília: FEB, 2016. cap. 7 – O povo de Israel, it. O Judaísmo e o Cristianismo. 6 Kardec, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2016. cap. 1, it. 2. 7 ______. ______. it. 5. 8 ______. ______. it. 6. 9 Xavier, Francisco C. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38. ed. 5. imp. Brasília: FEB, 2016. cap. 1 – A Gênese Planetária, it. A comunidade dos Espíritos puros. Fonte: Revista Reformador, junho/2018 Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/intolerancia-religiosa-57256/#ixzz5JYvwrIh9

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