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RAFAEL RANALLI

'Não aguentando a corrupção, resolvi contribuir e me filiei'

O policial federal, novo filiado do Patriotas e pré-candidato à Câmara Federal nas eleições de 2018, fala com exclusividade ao Circuito Mato Grosso

Jefferson Oliveira

Repórter

01/11/2017 06h00 | Atualizada em 31/10/2017 19h15 6 comentarios

'Não aguentando a corrupção, resolvi  contribuir e me filiei'

Circuito MT

Rafael Ranalli, 38, policial federal há 11 anos, é o mais novo filiado ao Patriotas, partido político que tem como valores 12 pilares; patriotismo, família, trabalho, meritocracia, hierarquia e disciplina, sustentabilidade, inovação, protagonismo, integridade, antipopulismo, execução e legado.

O policial nasceu em Londrina e reside em Mato Grosso há mais de 30 anos. Teve sua educação em colégio militar e é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em direito pelo Instituto Cuiabá de Ensino e Cultura (Icec). Rafael é seguidor do pré-candidato a presidente Jair Messias Bolsonaro e compactua com suas ideias desde 2012.

Rafael, que se considera o Bolsonaro mato-grossense, informou que se filiou aos Patriotas com o intuito de apoiar o pré-candidato à Presidência. Em entrevista exclusiva ao Circuito Mato Grosso, o policial falou dos planos, objetivos, o que o levou à filiação e o que pensa sobre o atual cenário político brasileiro.

Confira a entrevista na íntegra:

Circuito Mato Grosso: Quando surgiu a ideia de se filiar a um partido político?

Rafael Ranalli: A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a qual eu represento por intermédio do Sindicato de Policiais Federais de Mato Grosso (Sinpef-MT), veio com a ideia de lançar um pré-candidato a deputado federal em cada estado da federação para combater a corrupção lá dentro do Congresso, lá no foco, e, não aguentando mais a corrupção e querendo contribuir de alguma forma, me filiei. 

CMT: Por que o Patriotas?

Ranalli: Eu como acompanho o deputado Jair Bolsonaro há um tempo vi a mudança dele para o Patriotas, e aí fui atrás do partido aqui no estado, me apresentei como policial federal e expliquei as futuras pretensões da Fenapef e logo de cara vi que toda a diretoria e filiados são todos novos, que não praticam a velha política dos caras que estão há anos na política e nada fazem ou já se corromperam.

CMT: É uma maneira de a PF tentar mudar o país?

Ranalli: A Polícia Federal já fez várias operações que levaram grande parte dos corruptos para a cadeia, como a Operação Lava Jato, operações inclusive aqui no estado de combate à corrupção, e agora a ideia é atuar para mudar as leis deste país.

CMT: Já havia pensado em ser político um dia?

Ranalli: Não, na verdade meu sonho era ser policial, e é o que eu sou, porém, as coisas começaram a acontecer. Eu não me via dentro da política, mas queria ajudar o Bolsonaro caso ele saísse candidato e aí colaborar da melhor forma possível. 

CMT: Pensa em se candidatar futuramente?

Ranalli: Então, a ideia foi apenas me filiar ao partido como eu fiz, porém, a diretoria do Patriotas, ao tomar conhecimento da ideia da Fenapef e apoio do Sinpef-MT, me convidou a ser pré-candidato a deputado federal pelo partido, e disse que me apoiaria caso isso acontecesse. 

CMT: Caso ocorra uma possível candidatura sua a deputado federal, o que buscaria no Congresso?

Ranalli: A Segurança Pública seria a bandeira nº 1. E depois defender os servidores públicos e a população em geral. A ideia maior é sempre defender a polícia, pois é a última fronteira para o caos. Todo policial não deixa de ser um herói. Hoje se um ladrão descobre que a pessoa é policial, ela vai morrer, e isso é uma total inversão de valores. O policial deveria ser amado, só que ensinaram as pessoas a nos odiar. E quanto aos servidores, a gente viu o quanto o governo sacrifica o servidor público. O que eles [governo] fazem é demais, querem colocar a população contra o servidor, que em sua maioria é gente honesta que está ali para trabalhar. 

CMT: E sobre a questão da segurança pública, o que o senhor tem a dizer?

Ranalli: A segurança está um caos. É o pior problema que temos no quadro social do país. A educação é um problema sério, pode gerar a violência quando se tem uma população mal educada. Se você manda seu filho à escola, você não tem certeza se ele vai chegar lá, e se chegar tem droga e violência na maioria delas. A segurança está uma lástima e a lei do desarmamento só contribuiu para isso. Daí que surgiu o convite para ser pré-candidato a deputado federal. Muita gente fala: “logo de cara um cargo federal?”.  É que nós não estamos vendo isso como uma escada. Ninguém aqui é político profissional, queremos entrar onde se faz a lei, e como agentes da lei, entendemos que em alguns pontos a lei é branda e tem brechas. 

CMT: Então o senhor é a favor do porte de arma?

Ranalli: Sim, pois hoje a sensação que temos é a de que o bandido tem o direito de matar e o cidadão não tem direito a se defender; são dois pesos e duas medidas. E outra: se o bandido souber que as pessoas estão armadas, ele não vai meter a cara, porque o bandido é vagabundo, ele quer as coisas fáceis, e hoje está fácil ser bandido, pois ninguém está armado.
CMT: E se com a ideia de liberar armas, começar uma barbárie? Não acredita nisso?

Ranalli: Temos que tirar essa ideia da população, pois só terá arma quem quiser ter e quem cumprir os requisitos legais. Ter 25 anos, aptidão psicológica, teste prático, “nada consta”. Quantos crimes vemos no dia a dia? Se a pessoa tiver uma índole ruim e se quiser matar, vai matar. Quantas vezes não vê nos finais de semana pessoas que morrem com facadas, pedradas, pauladas, cadeiradas, garrafadas, entre outros. Não precisa de arma para matar ninguém; se o cara tiver a ideia de matar, ele vai matar com ou sem arma.

CMT: Com ou sem arma, então, o crime vai acontecer?

Ranalli: Exato. O Rio Grande do Sul, por exemplo, é o estado que mais tem porte de arma concedido no Brasil e uma pesquisa mostrou que é o menos violento, ou seja, o estado que tem mais armas é o menos violento. Se for comparar com países, os Estados Unidos em que o porte na maioria dos estados é liberado tem menos assassinatos que no Brasil, onde existe essa política de paz e amor que não funciona porque são 70 mil assassinatos por ano. É errado o cidadão de bem não poder se defender. 

CMT: Seria a liberação das armas outra luta?

Ranalli: Se caso eu chegasse a Brasília como político, buscaria, junto com o Bolsonaro, a ampliação do entendimento de legítima defesa. 

CMT: É a favor da restrição de calibre para o cidadão?

Ranalli: Não, acho que não se deve restringir o calibre, se o cidadão de bem tem dinheiro para comprar uma arma ponto 50, que compre. Não importa o meio ou tipo do armamento, importa é que está usando; se for uma pessoa que cumpre todos os requisitos, sem problemas. 

CMT: Aumentaria a segurança?

Ranalli: Sim, é isso que a população tem que entender: “vagabundo” não se cria onde tem pessoas de bem e armadas. 

CMT: E como controlar as armas ilegais?

Ranalli: É outro detalhe, fazer o Exército tomar conta da fronteira, isso é fato, temos que ter um controle mais rigoroso na fronteira, olha o tanto de droga e de arma que entra, e isso não tem cabimento, parece que é uma terra de ninguém e sem lei o Brasil.

CMT: Pessoas que lutam contra o armamento alegam que com a liberação começaria uma matança. O que acha disso?

Ranalli: Esse pessoal de paz e amor acredita que todo brasileiro é bandido? Para eles é isso, mas nós não acreditamos nisso. O brasileiro é um povo de bem e a maioria de pessoas de bem vai defender o próximo, e tem que ter esse direito. Tenho certeza de que a taxa de mortalidade de 70 mil por ano vai cair, pois bandido não vai dar as caras.

CMT: E quanto ao uso de tornozeleira eletrônica, é a favor ou contra?

Ranalli: Isso é inadmissível; se a pessoa errou, tem que pagar. Tem umas progressões que são sacanagem, o cara é condenado a 10 anos e em dois anos está na rua. A tornozeleira foi uma brecha para manter bandido na rua.

CMT: Qual a sua opinião quanto à superlotação dos presídios? 

Ranalli: Enquanto não tiver dinheiro para construir presídio novo, que fique lá no aperto, quem mandou errar? No Brasil estão ensinando o povo que o ato não tem consequência. Quando você escolhe uma coisa, automaticamente você abre mão de outras. No Brasil o cara faz e quer benefícios e mais benefícios. 

CMT: Seus colegas de trabalho e a instituição Polícia Federal têm apoiado a filiação?

Ranalli: Sim, todo apoio não só da Polícia Federal, mas de companheiros da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal. 

CMT: As pesquisas apontam que se as eleições fossem hoje o ex-presidente Lula ganharia as eleições de 2018, caso saia candidato. Nesse caso, o candidato que o senhor apoia, deputado Jair Bolsonaro, não ganharia. Qual a sua opinião? 

Ranalli: Essas pesquisas no Brasil são suspeitas, hoje temos um órgão razoável de confiabilidade que é o Paraná Pesquisas, que é o que está mais ou menos de encontro ao que acompanhamos nas redes sociais, e o Bolsonaro lidera várias pesquisas e os demais estão atrás. O Paraná Pesquisas aponta que o Bolsonaro ganharia em quatro regiões: Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, perdendo somente no Nordeste. 

CMT: Acredita em uma possível vitória do Bolsonaro?

Ranalli: Se ele vir a se candidatar, eu acredito que ele seja eleito.

CMT: A admiração por ele não pode prejudicá-lo junto aos que o rejeitam?

Ranalli: Eu acho que não, a gente defende a bandeira principal que são Deus e a família. Este país tem cerca de 90% da população cristã, e o cristão no fundo é conservador e quer a coisa certa. O apoio ao Bolsonaro, a meu ver, vai ao encontro do que a população quer. Muitas pessoas que gostam do Bolsonaro ou podem gostar das minhas ideias não vão falar, mas apoiam o pensamento, porém não expõem devido ao politicamente correto.

CMT: Acredita que o Bolsonaro teria apoio de outras classes?

Ranalli: Eu vejo que o apoio do empresariado está indefinido, pois o ponto a que chegou o país com esse governo social-comunista dos últimos anos levou à situação em que nós estamos hoje. Eu vejo que o empresariado quer algo diferente.

CMT: Por quê?

Ranalli: Porque o empresariado é o que mais se assemelha e apoia o estilo de governo americano, afinal, lá é a maior economia do mundo, por mais que o Bolsonaro seja conservador, economicamente, somos liberais; é a mínima intervenção do Estado. 

6 COMENTÁRIOS

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  1. Demagogo jogo do bicho tá aí na cara de.vocês prende tu tá recendo pra isso cunpre sua fuçao depois se se candidata

  2. Pra cima deles, Ranalli!! Chega desses Deputados Federais sanguessugas que estão lá no Congresso. Você representa o novo e tenho certeza que não irá nos decepcionar.

  3. Parabéns Ranalli pela coragem. O homem de bem precisa ter mais audácia que os criminosos. A política precisa de você. Tem os votos, meu e da minha família

  4. Desejo sorte ao nobre colega Ranalli. Tenho certeza que cumprirá com êxito seu mandato.

  5. É de pessoas com esse sentimento que precisamos na política. Tem meu voto.

  6. É inadmissível um país com tantas mortes violentas. O estatuto do desarmamento fracassou, isso é fato. Uma bomba de hiroshima/nagasaki acontece todo ano aqui no Brasil. Precisamos mudar. Pode contar com nosso apoio

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