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MIKA ALIMENTOS

Empresa de alimentos dribla crise financeira no País

Em um movimento ascendente a empresa registra crescimento agregando mercado infanto-juvenil

Cintia Borges

Repórter

22/11/2015 13h01 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 9 comentarios

Foto Ahmad Jarrah



“Na crise uns choram, outros vendem lenço. Eu estou vendendo lenço!”. É com essa persistência e visão que Luiz Desiderio e sua esposa, Neusa Desiderio, construíram o império Mika Alimentos, em Cuiabá.

O casal, representante de uma distribuidora de alimentos do interior de São Paulo, chegou à capital mato-grossense para revender produtos. Com a quebra da indústria para a qual trabalhavam, vislumbrando o mercado carente de produtos e produção, o casal se inseriu no mercado com a venda de farináceos, derivados de milho e mandioca.

“Quando chegamos a Cuiabá, vimos a oportunidade de industrializar Mato Grosso. Começamos com três funcionários. Mato Grosso tinha uma demanda grande, mas o acesso era restrito por conta da falta de rodovias e nós conseguíamos chegar a esses clientes”, conta o fundador.    



A implantação da Mika Alimentos em Cuiabá ocorreu há 23 anos, com trabalho duro e muito suor. No galpão onde as máquinas e sacos dos farináceos eram abrigados, o casal Desiderio fez de um cômodo sua morada. Os negócios cresceram, o mercado, a fábrica e a diversidade de alimentos que a empresa vendia também. “Nós crescemos, e abrimos para o mercado de temperos, geladinhos, salgadinhos – snack...”. 

Na entrada da atual indústria, construída há aproximadamente sete anos, a primeira máquina - comprada com o dinheiro da venda do único carro do casal no início dos anos 90 - relembra a história de luta.

Atualmente, Mika Alimentos é uma das indústrias com mais variedades de produtos no estado. Conta com 250 funcionários que fabricam 13 mil fardos de alimentos por dia, em torno de 60 a 80 toneladas. A distribuição desses alimentos é feita em toda a região Centro – Oeste e Norte do País. Hoje a empresa atende nove estados e Desiderio diz não pretender expandir mais. “Co

m 53 anos não tem como ter mais ambição. Agora, quero ficar sossegado”, brinca. Entretanto a expansão dos tipos de produtos não para. 

Trabalhando em estados com temperatura média de 30°c - MT, MT, GO, DF, PA, RO, AM, AC e AP - o produto mais vendido não poderia ser outro, o “Geladinho”. O produto pertence à linha carro chefe da empresa: “Bebela”, que conta ainda com a pipoca doce e o salgadinho.

A espécie de picolé em saquinho chegou há dois anos no mercado e promete mudar a produção da indústria, que pretende diminuir o volume de produção e trabalhar com mais produtos de valor agregado. “O salgadinho, a pipoca doce, o geladinho são produtos com um valor agregado maior, com um volume menor. E é onde nós estamos nos direcionando”, afirma o gerente industrial da Mika, Gilvair Marconi dos Santos.

A venda de Geladinho também afetou o maquinário da indústria. A empresa projetou uma máquina para o empacotamento do produto, apelidada pelos funcionários de “Centopeia”, tamanha a agilidade que proporciona ao processo. “A máquina aumenta o índice de produção e reduz a manipulação do produto”, explica o gerente.

A fábrica trabalha ainda com temperos, especiarias, achocolatado em pó, farinhas e farofas, milho de pipoca e pipocas de micro-ondas, salgadinhos, e neste ano lançará a linha com sete molhos de pimentas. Para 2016, há projetos para produção de biscoitos e chás em sachê, que ainda estão na fase de criação.

A CRISE

Segundo Marconi, a indústria de alimentas está bem e alçando novos voos. “Em nenhum momento enquanto estive na empresa, me lembro de vê-la em uma situação ruim. O Luis [proprietário] tem uma visão grande e consegue ver na crise, uma oportunidade. Ele é o típico empreendedor”, revela.

O proprietário da empresa confirma as afirmações do gerente, e diz que, apesar da indústria nacional sofrer grandes quedas, a alimentícia está em ascendência. “Da crise só ouço falar à noite, na hora do ‘Jornal Nacional’. Não sei de crise, não”, desconversa.

Veja a reportagem na íntegra na edição 563.

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9 COMENTÁRIOS

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  1. Eu tenho orgulho de dizer que fiz parte do grupo de trabalhadores da Mika da Amazônia Alinentos, e posso dizer com certeza que foi a melhor empresa que eu já trabalhei, e agradeço a empresa pois tudo que sei hoje em relação ao meu lado proficional foi ela que me proporcionou, obrigado Sr Luís Deziderio pela oportunidade e parabéns pelo crescimento da empresa

  2. Atuando na área de Logística, tenho a visão de como a empresa está crescendo a cada dia !! E acabamos crescendo juntos !! Que 2016 seja mais um ano de sucesso e realizações !! Parabéns patrões : Luis e Neusa Desidério !!

  3. Muito bom ser parte dessa equipe no que depender de nos ainda vai crescer muito parabéns Luiz e Neusa ótimo trabalho a vcs e equipe Mika

  4. Faço parte desta empresa como representante a 21 anos e sou prova deste crescimento. Tudo com muita humildade e simplicidade. Luiz e Neuza são pessoas que enchergam alem de muitos outros empresarios e a humildade e o segredo desse crescimento.

  5. Meu nome é Victor Hugo filho do Bolinha, me lembro de quando meu pai entro na empresa, a mas ou menos 20 anos atrás eu e meu irmão(Caio Espindola) brincávamos dentro do depósito da empresa que era bem pequeno. E nós acompanhamos o crescimento monstruoso que aconteceu nessa empresa. Hj faço parte da equipe de vendedores. uma excelente empresa Luís Desidério e Neusa Desidério um casal muito humilde.

  6. Fazer parte desse time é melhor ainda!!! A Empresa Mika é 10! Parabéns p/ Sr Luís e D. Neusa!

  7. A AÉREA QUE É MAIS DIFÍCIL TER CRISE É ESSA, PORQUE COMIDA TODO MUNDO TEM QUE COMPRAR TODOS OS DIAS

  8. trabalho com gestão de alimentos e essa aérea é sensacional tanto para trabalhar quanto para ganhar dinheiro

  9. Parabéns porque pra montar uma empresa deste tamanho e nesse porte, e muito difícil. E a qualidade dos alimentos e muito boa

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