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SAÚDE ANIMAL

Cerca de 30% de animais de estimação são obesos

A obesidade pode causar problemas articulares, respiratórios, cardíacos, e a expectativa de vida do animal diminui

08/02/2015 09h04 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

A ideia de que um bicho de estimação gordinho é mais saudável e feliz está ultrapassada. Há uma tendência errada por parte dos proprietários de cães a gostar e incentivar o ganho de peso dos animais. O diagnóstico de obesidade está cada vez mais comum e as consequências para a saúde do seu pet podem ser irreversíveis.



Os animais de pequeno porte são considerados obesos quando possuem mais de 20% de gordura em seu corpo. Especialistas acreditam que hoje existem em média 30% de cachorros obesos no mundo. No Brasil, cerca de 30% de cães e 25% de gatos podem estar cima do peso e só em Cuiabá, a taxa se mantém alta, com 20%.

O aumento de peso pode ser causado por inúmeros fatores como predisposição da raça do animal, desequilíbrios hormonais ou castração. Mas a combinação de petiscos altamente calóricos fora de hora, alimentação desregulada, ração inadequada, porções irregulares e o sedentarismo são a principal causa da doença.

A desordem nutricional aumenta o risco de algumas doenças graves apareceram no seu animal de estimação. “É de extrema importância levar o seu bichinho de estimação a um veterinário e descobrir a causa da obesidade para iniciar o tratamento mais adequado”, explica a médica veterinária e fisiatra animal, Mariana Guilhen.



Um animal obeso corre o risco de adquirir problemas articulares, respiratórios, cardíacos, doenças endócrinas (como a diabetes mellitus) e a sua expectativa de vida diminui.

“Os pets se alimentam de acordo com o que seus donos apresentam. Por isso, somos os principais responsáveis por sua saúde e devemos evitar os inconvenientes de uma superalimentação”, alerta a veterinária. O diagnóstico precoce e um tratamento eficaz podem garantir menores riscos à saúde do seu pet.

Recentemente, o caso de abandono e obesidade que chocou Mato Grosso foi o do vira lata Bolinha. Com mais de 36 kg, o cachorro, que mal conseguia se levantar e andar, se alimentava do que pessoas ofereciam em uma lanchonete em um posto de gasolina na BR 364. Mariana é a responsável pela reabilitação do Bolinha, que tem a missão de fazer ele perder cerca de 20 kg. Desde o início do tratamento, em outubro de 2014 até agora, já se foram 8 kg.


(Assessoria)

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