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CONECTIVIDADE NO AGRONEGÓCIO

Falta de internet no campo pode frear avanço tecnológico em MT, diz Imea

A região norte do estado registrou 55% de acesso à rede nas propriedades; ainda um longo percurso para a internet avançar na zona rural para contemplar a maioria dos locais de produção

07/07/2022 08h00 | Atualizada em 07/07/2022 09h10

A falta de acesso à internet com qualidade nas zonas rurais no estado pode travar o avanço do desenvolvimento tecnológico, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O menor índice observado pelo instituto está na região norte do estado.



A pesquisa ouviu, por telefone, 409 pecuaristas em 93 municípios entre os meses de setembro e outubro de 2021. A escolha dos produtores a serem ouvidos se deu de forma aleatória para não influir no resultado.

O instituto ainda aferiu o tipo de conectividade que os produtores rurais mais utilizam no campo, sendo que 64% deles usam a internet via rádio; por satélite são 17%; para o 4G são 10% e, para internet à cabo, são 8%.

Segundo o instituto, o maior uso via rádio já era esperado pelos pesquisadores, dado que os outros meios ainda são escassos para atender a demanda em locais tão afastados.



A região norte de Mato Grosso registrou apenas 55% de acesso à rede nas propriedades, independente da qualidade da conexão. Segundo a pesquisa, esse número é ainda menor do que em outras regiões do estado.

O médio-norte desponta na liderança com melhor acesso à internet no campo, com 86%; em seguida, vem o sudeste, com 77%. A média do estado ficou em 71%, o que significa que as duas regiões anteriores conseguiram estar acima da média registrada no estado todo.

Contudo, a pesquisa ressaltou que, apesar desse número, há ainda um longo percurso para a conectividade avançar na zona rural de forma que contemple a maioria das fazendas produtoras.

Benefícios

De acordo com os produtores ouvidos pela pesquisa, os benefícios do acesso à internet no campo foi a retenção de funcionários, a segurança na propriedade, compras online e a gestão zootécnica.

FONTE: G1 MT



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