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PROTEÇÃO DA FAUNA

Animais retirados do Pantanal por ONG são encaminhados para tratamento

A Sema alerta que o manejo de animais silvestres deve ser realizado apenas por pessoas habilitadas. A retirada dos bichos da natureza não é indicada pois é importante preservar as condições do animal

Da Redação

Equipe

05/09/2021 08h00 | Atualizada em 04/09/2021 20h16

Animais retirados do Pantanal por ONG são encaminhados para tratamento

Assessoria

Na tarde desta sexta-feira (03.09), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) recebeu da ONG Grad Brasil uma Irara (Eira barbara) com as patas queimadas e um macaco-prego (Sapajus apella), durante uma operação realizada pelo órgão ambiental na Transpanteneira, em Poconé (102 km distante de Cuiabá).



Duas equipes da Sema-MT estavam na Estrada Parque Transpantaneira: uma monitorando as condições do Bioma e presença de água, e a outra fazendo a busca ativa de animais feridos e o resgate, quando encontraram representantes da Organização Não Governamental. O trabalho de busca ativa de animais segue até o término do período de estiagem e incêndios.

O órgão ambiental encaminhou os animais para tratamento veterinário adequado na clínica Orto Pet, localizada em Várzea Grande. No entanto, o macaco não apresentava queimaduras ou outro problema de saúde, e será devolvido à natureza.

A Sema alerta que o manejo de animais silvestres deve ser realizado apenas por pessoas habilitadas. A retirada de animais silvestres da natureza não é indicada pois é importante preservar as condições habituais do animal, e evitar estresse, entre outros motivos.



O cidadão que se deparar com animais silvestres, seja no âmbito urbano, ou apresentando precisar de ajuda em ambiente rural, a recomendação é não realizar a captura, e sim, ligar para a Polícia Militar pelo telefone 190, ou para o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Conforme o decreto federal Nº 6.514, de 22 de julho de 2008, é crime passível de multa o manejo de animais sem autorização do órgão ambiental, e a multa vai de R$ 500 a R$ 10 mil para atividades ou condutas em desacordo com os objetivos da unidade de conservação, o seu plano de manejo e regulamentos específicos.

A Sema realiza, desde abril deste ano, o monitoramento continuo da Estrada Parque Transpanteneira, para averiguar a situação dos animais silvestres, a presença de água e alimentos. Com base no monitoramento de 120 pontos, a Sema ainda não recomenda a intervenção humana no habitat natural.

A Sema recomenda ainda que seja seguido o guia de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) do IBAMA, que recomenda que a retirada de animais do meio ambiente é a última opção, e que o profissional de notório saber que atuar nesta retirada deve ser credenciado e ter a licença para a atividade.



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