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INVESTIGAÇÃO

Bombeiros apontam indícios de crime militar de Ledur contra ex-aluno

Ex-aluno foi da turma anterior a de Rodrigo Claro, que faleceu após passar mal durante treinamento

15/09/2020 18h00 | Atualizada em 16/09/2020 06h49

O Inquérito Policial Militar (IPM) conduzido pela corregedoria do Corpo de Bombeiros apontou que a indícios de crime militar na conduta da tenente Izadora Ledur. A investigação é referente a acusação do ex-aluno do Corpo de Bombeiros, Maurício Junior dos Santos.



 

O rapaz afirma que participou da 15ºC turma de alunos do Corpo de Bombeiros e desistiu da profissão um mês antes de se formar, após episódio traumático vivido com a tenente.


Em fevereiro de 2017, ele passou por treinamento em água e a tenente era uma das instrutoras. Ele acusa a profissional de tortura durante o curso. Também pesa contra a militar acusações sobre a morte do aluno Rodrigo Claro, em novembro do mesmo ano. Ele passou mal durante salvamento aquático. O jovem era aluno da 16º Turma, na qual Ledur era comandante do curso.




No documento de conclusão de inquérito, o encarregado, major Heitor Alves de Souza, determina a homologação da investigação e encaminhamento para a 13ª Promotoria de Justiça Criminal – Crimes Militares e solicita cópia de apurações complementares. “Resolvo determinar a imediata apuração disciplinar das transgressões disciplinares”.


Maurício dos Santos afirma que Izadora Ledur destruiu dois de seus sonhos: ser bombeiro e se formar no curso de Direito. Na época, ele era estudante do curso, mas teve que parar porque perdeu o (Fundo de Financiamento Estudantil). Hoje, o ex-aluno atua no setor de Recursos Humanos.


“Sabemos muito bem que ela está levando sua vida normalmente, enquanto isso famílias ficam carregando essa dor por dias, meses e anos sem resposta alguma. Como sempre falo, eu sou prova viva de tudo o que aconteceu. Tanto no meu caso quanto no do Rodrigo, sem falar que não podemos esquecer dos militares que foram meus colegas que também passaram por essas situações”, declara o rapaz.


O fato ocorreu em 2017 e ainda não houve resolução. “Eu só busco por Justiça, que ela pague pelas atrocidades que cometeu e que seja resolvido o mais rápido possível, porque ninguém aguenta mais”, completa.

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FONTE: Gazeta Digital



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