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SAÚDE

Cresce em 87,5% os casos de dengue em Mato Grosso neste ano

A maioria das cidades diminuiu os casos de zika e chikungunya, mas uma cidade aumentou mais de 500%os casos de dengue

Juliana Alves

Jornalista

12/09/2019 08h03 | Atualizada em 12/09/2019 08h21

Cresce em 87,5% os casos de dengue em Mato Grosso neste ano

Reprodução/Internet

Cresce em 87,5% o número de casos de dengue notificados em Mato Grosso. A Secretaria do Estado de Saúde (SES/MT) informa que risco da doença é considerado alto no estado e as cidades com os maiores aumentos são Rondonópolis (216Km de Cuiabá), que aumentou 550% dos casos, e Sinop (479 Km da Capital) com aumento de 310,7%.



A maioria dos municípios mato-grossenses apresentaram um baixo número de casos de dengue, zika e chikungunya. No caso da dengue, por exemplo, Cuiabá diminui em 68,5% o número de notificações, assim como Várzea Grande diminuiu em 94,9%, quando comparado 2018 até agosto de 2019.

Ainda em Mato Grosso, a zika diminuiu em 66,8% em todo o Estado, enquanto a Chikungunya diminuiu 94,7%. Todas as três doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, mas com sintomas diferentes.

Já foi confirmado a morte de três pessoas pela dengue, sendo em Confresa, Primavera do Leste e São Feliz do Araguaia, enquanto outras três ainda são investigadas nas cidades de Alto Araguaia, Canarana e Primavera do Leste.



A dengue

Transmissor da dengue, o mosquito Aedes aegytpi precisa de água parada para proliferar. Os ovos desse vetor podem sobreviver por até um ano até encontrar melhores condições para se desenvolver.

Os principais sintomas da doença, conforme o Ministério da Saúde, são febre alta, acima de 38,5C, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo.

A dengue também pode não apresentar sintomas, mas as infecções podem ser leves ou graves. No caso da última, pode levar a morte.

A dengue é alarmante quando os sintomas são dores abdominais intensas e contínua, vômitos persistentes acumulação de líquidos, sangramento de mucosa ou outra hemorragia, aumento progressivo do hematócrito e queda abrupta das plaquetas.

A doença é diagnosticada por um médico, através de exames. Entre as formas de tratamento o paciente deve ingerir bastante líquido (água), fazer repouso, não tomar medicação por conta própria e hidratação via oral ou intravenosa.

Prevenção das doenças

A proliferação do mosquito deve ser evitada ao eliminar água parada em criadouros como vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, além de recipientes pequenos como tampas e garrafas.

O Ministério da Saúde também cita que é bom evitar a exposição da pele durante o dia, momento em que os mosquitos estão mais ativos. Indicam também o uso de repelentes e inseticidas e o uso de mosquiteiros.

O órgão também avisa que a vacina contra a dengue está disponível na rede privada de saúde.  Ela é usada em rês dores no intervalo de um ano e s[o deve ser aplicada em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue.

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