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SERVIÇOS SUSPENSOS

108 funcionários terceirizados paralisam atividades na UFMT por atraso de salários

Funcionários alegam que empresa não cumpriu promessas e que eles não tem dinheiro nem para vale transporte. Nova proposta não há previsão para pagamento

Juliana Alves

Jornalista

14/08/2019 15h22 | Atualizada em 14/08/2019 15h52

108 funcionários terceirizados paralisam atividades na UFMT por atraso de salários

Reprodução/Internet

Mais uma vez terceirizados que prestam serviços para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, paralisaram as atividades por falta de pagamento de salários, nesta quarta-feira (14). Os serviços de limpeza estão suspensos, por tempo indeterminado, e 108 funcionários devem, ainda hoje, discutir a proposta da empresa “Presto Terceirização” que consiste em uma cesta básica, pagamento de vale transporte, vale alimentação, mas sem previsão para o pagamento do salário.



No final do mês de julho os trabalhadores iniciaram um movimento que ameaçava uma paralisação por atraso no pagamento do mês de junho. A “Presto Terceirização” se comprometeu a pagar o valor em atraso, entregar uma cesta básica à cada funcionário e não atrasar o salário seguinte. Não foi o que aconteceu.

A UFMT confirmou a paralisação e a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) explicou que o pagamento de junho realmente foi quitado, todavia a empresa atrasou novamente o salário e não entregou as cestas básicas que foram prometidas.

Os funcionários alegam estar com dívidas acumuladas e que não tem, sequer, dinheiro para pagar transporte e chegar à universidade.



O pagamento dos funcionários é feito pela Presto, que recebe dinheiro da UFMT. A Universidade alega estar em dia com a empresa, mas por outro lado, segundo informações, a Presto alega não ter o dinheiro.

Por contrato, a empresa que presta serviços terceirizados à UFMT deve garantir todos os salários dos funcionários por até três meses sem o repasse.

A UFMT informou que caso a empresa não realize os pagamentos, a universidade não pode continuar os repasses que vem fazendo.

A Presto Terceirização não atendeu os telefonemas nos contatos disponibilizados online para poder se posicionar.

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