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MOVIMENTO NACIONAL

Milhares participam de manifestação no centro de Cuiabá contra corte na educação

Polícia Militar fala em 5 mil pessoas, mas organização diz contar 10 mil; até o momento não houve registro de confusão ou briga, diz a PM

Juliana Alves

Jornalista

Reinaldo Fernandes

Repórter

15/05/2019 16h59 | Atualizada em 15/05/2019 17h24

Milhares participam de manifestação no centro de Cuiabá contra corte na educação

Juliana Alves

Milhares de pessoas participam da manifestação contra o corte de verba da educação no centro de Cuiabá. Os manifestantes ocupam a praça Alencastro depois de passeata, de ida e volta, pela avenida Getúlio Vargas, no centro da capital. A Polícia Militar fala em 5 mil pessoas, a organização da manifestação, em cerca de 10 mil.

Conforme a assessoria de imprensa da PM, 25 policiais acompanham a manifestação e até às 17h não havia registro de confusão ou briga.

Com bandeiras e faixas com frases de ordem, eles cobram revisão do corte de 30% do orçamento de universidade e institutos federais anunciado pelo MEC (Ministério da Educação). Além de professores e estudantes, do ensino superior e médio, simpatizantes da causa acompanham a manifestação.

A Adufmat (Associação dos Docentes da UFMT) organiza o protesto em adesão ao movimento nacional de greve da educação; no Estado, professores da Unemat (Universidade Mato Grosso) também aderiram à agenda, somando protesto contra a reforma da Previdência.

A Adufmat diz que o corte já feito pelo ministro Abraham Weintraub vai inviabilizar o funcionamento dos campi da UFMT e pode levar à suspensão das aulas a partir do início do próximo semestre. As atividades afetadas, segundo estimativa da reitoria, vão curso de graduação, extensão até as pós-graduações.

Paralelamente às manifestações pelo País, o ministro Weintraub participou de audiência na Câmara dos Deputados para explicar os motivos dos cortes. Ele disse estar aberto a diálogos para discutir a situação de universidade e institutos federais e manteve a posição de que o que o governo está fazendo é contingenciamento e não corte no orçamento.

A convocação de Weintraub, que o obriga a comparecer à comissão geral, foi aprovada pelos parlamentares ontem (14), por 307 votos a 82. 

 

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