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ÁREA MEIO

Técnicos do Hospital Júlio Müller vão votar greve geral na próxima segunda

Funcionários reclama de mudança no quadro de expediente e alegam que serviço ao público deve ser afetado

Da Redação

Equipe

15/03/2019 16h37 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Técnicos do Hospital Júlio Müller vão votar greve geral na próxima segunda

Reprodução/Internet

Técnicos do Hospital Universitário Júlio Müller vão votar, na segunda-feira (18), indicativo de greve geral em protesto à decisão da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) que revoga a jornada flexível com 30 horas semanais. O Sintuf (Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos), que representa os funcionários da área meio do hospital, diz que a mudança afetará diretamente o atendimento a pacientes, por causa da alteração no quadro de escalas.

“A jornada flexibilizada foi a forma encontrada para garantir que o hospital atenda a população de forma ininterrupta. Quando um trabalhador termina seu expediente, imediatamente outro assume. As escalas são montadas para que os pacientes sejam sempre atendidos, tanto à noite como nos finais de semana”, afirma o coordenador geral do sindicato, Fabio Ramirez.

A votação do indicativo será precedida por assembleia geral para definir as ações que irão adotar sobre o novo quadro. Se a jornada for de 40 horas semanais, modelo que a Ebserh quer implantar a partir de abril, os funcionários terão que fazer oito horas diárias, com duas horas de intervalo. Mas, o sindicato aponta que haverá problema para montar escalas para a noite e os finais de semana.

“Imagina um paciente que necessite de atendimento durante o intervalo de almoço, por exemplo. Não há funcionários suficientes. Essa decisão certamente vai aumentar o número de pessoas mortas no HUJM. A culpa não será dos trabalhadores, mas desta decisão unilateral, inconsequente, e que deve ser revertida com máxima urgência em prol da sociedade”.

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A portaria tem previsão de entrar em vigor em 1º de abril.

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