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SUPOSTO ENVENENAMENTO

Ong denuncia a morte de 20 gatos e 7 capivaras na UFMT

Maltratar animais de qualquer espécie é crime ambiental, segundo o art. 32 da Lei nº 9.605/98, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Juliana Alves

Jornalista

06/03/2019 15h18 | Atualizada em 06/03/2019 18h27

Ong denuncia a morte de 20 gatos e 7 capivaras na UFMT

Projeto Lunaar

O projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar) denunciou nesta terça-feira (06) ter encontrado, nos últimos oito dias, pelo menos sete capivaras e 20 gatos mortos dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, supostamente envenenados. O projeto vem denunciando os atos criminosos há cerca de dois anos.



Ao Circuito Mato Grosso, ativista do projeto Suzielene Rodrigues Monteiro informou que o caso atual deve ser denunciado formalmente ainda nesta terça à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que já está investigando os casos antigos.

Conforme o projeto Lunaar, a contagem de gatos abandonados na UFMT há dois anos havia cerca de mil felinos vivendo na instituição, mas as últimas contagens apontaram que existam atualmente entre 700 e 800, pois muitos foram envenenados e espancados até a morte.

Procurado, o Sargento Juraci Vaz de Medeiros, do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, esclareceu que orientou a UFMT e as Ong’s envolvidas no caso de denunciar para a Polícia Civil, especificamente a Dema, poder investigar. Além disso, explicou que caso qualquer pessoa veja um suspeito distribuindo alimentos envenenados o 190 pode ser acionado ou o telefone (65) 3684-4244, que funciona 24 horas, para ligar diretamente ao Batalhão de Proteção Ambiental.



Gatos são supostamente envenenaos na UFMT há pelo menos dois anos

“Se houver alguma suspeita, de que alguém tenha em mãos alimentos com indícios de veneno, pode ligar que imediatamente nós vamos no local realizar a prisão em flagrante, conduzimos para a delegacia e o material é encaminhado para exame para ver se foi veneno ou não”, explicou o Sargento Medeiros.

A Polícia Judiciária Civil (PJC) apontou que as investigações sobre os casos de envenenamento já denunciados ainda estão ocorrendo. Os casos das mortes das capivaras devem ser investigados pela Polícia Federal, pois se trata de maus tratos a animais silvestres.

“Nas investigações para apurar os casos de envenenamento de gatos, várias testemunhas foram ouvidas, porém ainda não foi possível chegar a autoria dos fatos, uma vez que o local não possui câmeras e as atuações criminosas ocorrem de forma bem escondida”, diz nota da PJC.

A delegada titular da Sema, Alessandra Saturnino apontou que além de casos de envenenamento de gatos no local, existe também a possibilidade de que alguns animais tenham sido envenenados em condomínios da região, e que os corpos tenham sido jogados no terreno da universidade. As diligências continuam em buscas de novas informações que possam levar a autoria dos crimes.

Para denúncias de maus-tratos de animais o telefone da Polícia Civil é o 197 ou na Dema pelo contato 65 3623-7681. Na Prefeitura é telefone é 3645-6126 ou 0800 647 7755.  

Maltratar animais de qualquer espécie é crime ambiental, segundo o art. 32 da Lei nº 9.605/98, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.  A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

A UFMT

A universidade, em nota, declarou repudiar quaisquer maus tratos aos animais e que as denúncias recebidas pela instituição são transformadas em processos e apurados.

Declarou também estar discutindo a temática para tentar promover a conscientização e reduzir a violência, de qualquer espécie, contra os animais.

Confira a nota na íntegra

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.

A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.

A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Câmpus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus tratos.”

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