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OPERAÇÃO SANGRIA

CRM diz que médicos contratados por empresas investigadas estão com salário atrasado

Entidade afirma que situação de profissionais em hospitais da rede pública é preocupante por insegurança gerada pela implicação de empresas em esquema

Da Redação

Equipe

16/01/2019 16h31 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

CRM diz que médicos contratados por empresas investigadas estão com salário atrasado

Reprodução/Internet

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) diz ser preocupante os atendimentos médicos nas unidades de saúde cujos serviços eram ou estão sendo administrados por empresas alvos da operação Sangria. Conforme a entidade, profissionais lotados nessas unidades estão sendo prejudicados pela falta de pagamento pela incerteza sobre a manutenção de contrato. Em alguns caso, o tempo é superior há seis meses.

 “O CRM-MT, instituição que zela pela ética no exercício da profissão, repudia qualquer tipo de conchave que tenha por finalidade desviar os já tão parcos recursos da saúde”, declarou, em ofício, a presidente do conselho, doutora Hildenete Monteiro Fortes.

“Não se ignora a situação financeira do Estado, mas pedimos atenção especial para a situação dos profissionais médicos prejudicados pelos reflexos da operação”, complementa.

Em ofício divulgado nesta quarta-feira (16), o CRM afirma que os atendimentos foram prejudicados nas principais unidades de saúde do Estado como o Hospital São Benedito, Hospital Metropolitano e SAMU.

A entidade solicita prioridade da  SES (Secretaria de Saúde), nos primeiros dias de gestão, para a regularização dos pagamentos dos médicos, evitando o risco iminente de paralisação geral do atendimento médico em estabelecimentos que são essenciais na organização da saúde a nível estadual.

As empresas citadas pelo conselho estão sendo investigadas pela Defaz (Delegacia Fazendária), com base em relatório da CGE (Controladoria Geral do Estado) sobre fraudes na prestação de serviços.

 As empresas envolvidas no suposto esquema são Qualycare Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar Ltda., Sociedade Mato-grossense de Assistência em Medicina Interna Ltda. EPP (Proclin) e Prox Participações.  Conforme a controladoria, elas foram contratadas para serviços hospitalares, principalmente os de UTI, UTI móvel e Home Care, prestados aos hospitais regionais administrados pelo Estado e a hospitais conveniados ao MT Saúde, programa que cobre os serviços de assistência privada aos servidores públicos. 

Todas têm vinculado com o ex-secretário de Saúde Cuiabá, Huark Douglas Correio apontado como o principal articular do esquema. Juntas, as empresas teriam recebido R$ 82 milhões com indícios de irregularidades.

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