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SALVANDO VIDAS

Familiares se mobilizam para salvar criança com leucemia na capital

A Duda tem o tipo de câncer que ataca as células sanguíneas e precisa de um doador compatível, para ajudá-la a se curar

Juliana Alves

Jornalista

12/10/2018 13h30 | Atualizada em 12/10/2018 10h18

Familiares se mobilizam para salvar criança com leucemia na capital

Reprodução/Arquivo Pessoal

Dores, tonturas, febres e outros sintomas levam médicos a pedirem determinados exames, até que sai o resultado e pode ser leucemia. Foi o que aconteceu com a Maria Eduarda. Ela tinha apenas três anos, em 2015, quando foi diagnosticada com o câncer que afeta as células sanguíneas. Com a #TodosPelaDuda, familiares e amigos estão se mobilizando pelas redes sociais e pedindo pela doação de medula óssea, já que é uma das chances da Duda sobreviver.

Maria Eduarda teve o diagnóstico em 2015, ficou se tratando na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Nisso, foram quase três anos de tratamento quimioterápico e os médicos apontaram que ela já estava curada. “Ela ficou seis meses sem tomar nenhum remédio e estava tudo bem. Até que um dia ela teve febre, procuramos o médico e ele diagnosticou o retorno da doença”, conta Dagliene dos Santos, avó de Duda.

Prestes a completar sete anos, a criança posta vídeos nas redes sociais pedindo por doadores. “É muito difícil a compatibilidade! Não tem mais o que fazer, mas estamos dispostos a fazer tudo. Ela, a Duda, está apta à fazer o transplante de medula, mas não tem doador”, desabafa a avó.

 Muitas pessoas já se cadastraram no banco nacional de doação de medula óssea, mas a compatibilidade é difícil de acontecer. Atualmente a Maria Eduarda está em Barretos (SP) realizando o seu tratamento. “Ela faz quimio, mas já está em um limite...”.

Apesar da idade e dos problemas de saúde que enfrenta desde os três anos, ela tem coincidência do que está acontecendo com ela.  “Ela entende do jeito dela. Os médicos conversam com ela e explicam tudo. Ela é a paciente e tem que saber tudo o que ela vai passar. É ela que vive aquilo todos os dias”, relata a avó da menina.

Doe medula, todos pela Duda

“A pessoa que pretende ser um doador de medula realiza primeiramente um cadastro e ai será recolhido 5 ml de sangue”, explica Silvana Salomão, representante do Hemocentro de Cuiabá.

De acordo com ela, após esse sangue ser coletado, será realizado um exame para testar e identificar o genótipo desse doador. Após esse procedimento, os dados serão inseridos em um banco de dados mundial. O doador pode salvar a vida de qualquer pessoa no planeta.

A compatibilidade será testada entre o doador e o receptor, caso os resultados sejam positivos, novos exames serão realizados. E caso não tenha nenhum problema, o doador será internado e tudo isso é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Silvana explica que para a doação, o doador será anestesiado e será feito uma punção da medula óssea. Isso é feito no tutano do osso e geralmente na região do quadril, não na medula espinhal, como muito se propaga. Além disso, a realização do procedimento de doação não causa efeitos colaterais, de acordo com ela.

“É sempre bom ter o cadastro atualizado. Às vezes a pessoa faz, mas ai muda telefone, endereço e nunca mais encontramos ele. O doador pode ser chamado dos 18 aos 59 anos. É só atualizar através do site do Inca, não é difícil. Isso salva vidas”.

O Hemocentro na capital mato-grossense fica localizado na rua 13 de Junho, 1055 - Centro Sul.

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