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CONTRA A BAIXA UMIDADE

Conheça cuidados básicos para melhorar respiração das crianças no tempo seco

Nesta época do ano, cuidados básicos auxiliam da saúde respiratória e ajudam a prevenir o aparecimento e impedir evolução de doenças pulmonares

14/09/2018 10h26 | Atualizada em 14/09/2018 10h35 1 comentario

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) anunciou estado de alerta relativo à baixa umidade do ar em parte do Mato Grosso. Com percentuais de umidade atingindo níveis abaixo de 12%, há séria preocupação com a saúde respiratória de bebês e crianças.

Pneumologista do Hospital Infantil e Maternidade Femina, Mohamed Kassen Omais orienta pais e mães a tomarem medidas simples, porém eficazes no combate aos possíveis desconfortos respiratórios ocasionados pelo tempo seco.

“A narina tem a função de filtrar e umidificar, mas, na baixa umidade, a mucosa precisa de mais hidratação. É aconselhado ingerir mais líquido (principalmente a água), umidificar o ambiente, instilar soro fisiológico e, no caso de pacientes com pré-disposição às alergias, é preciso tratar as crises”, aconselhou.

De acordo com o especialista, a instilação de soro fisiológico auxilia na higienização e umidificação da narina. O ideal é que o soro a ser consumido seja adquirido lacrado e sem conservantes. Neste período de secura, também pode ser utilizado o umidificador de ambiente.

O médico reitera que crianças abaixo de cinco anos têm uma imunidade mais baixa e estão mais pré-dispostas às infecções – sobretudo quando expostas à aglomeração de pessoas. A baixa umidade do ar, no entanto, compromete tanto às crianças quanto aos adultos e pode acarretar quadros virais com mais frequência.

“No tempo seco, a obstrução nasal se torna mais predominante e afeta também os adultos – sendo que os sangramentos nasais podem, sim, acontecer. A inalação de poeira também se torna mais propensa devido ao fato de que as partículas de pó são higroscópicas e ficam mais leves, menos úmidas; fator que pré-dispõe a inalação”, explicou.

Diante do estado de alerta relacionado à secura do ar, os pais devem estar atentos aos sinais emitidos pelos pequenos. Crianças que se recusam a ingerir líquidos, que convivem com uma doença respiratória ou que manifestarem cansaço e febre persistente (por mais de 48 horas) devem passar por uma avaliação.

“A obstrução e o sangramento nasal contínuo também são sinais de que a criança precisa ser avaliada por um médico especialista”, concluiu Mohamed.

Em alerta emitido recentemente, o INMET também aconselhou o uso de hidratante para pele e sugeriu que sejam evitadas as atividades físicas e a ingestão de bebidas diuréticas, como café e álcool, durante o estado de alerta.

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