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EM VÁRZEA GRANDE

Invasores de residencial inacabado do Minha Casa Minha Vida protestam na câmara

Cerca de 2 mil famílias estão morando há dois meses no Residencial Jequitibá. Conjunto habitacional está com as obras paradas

Celestino Carlos

Jornalista

12/06/2018 11h11 | Atualizada em 12/06/2018 11h38

Invasores de residencial inacabado do Minha Casa Minha Vida protestam na câmara

Reprodução/Internet

Moradores que ocuparam irregularmente um condomínio do Minha Casa Minha Vida em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, entraram na Câmara nesta terça-feira (12) para protestar e pedir apoio dos vereadores para conclusão das obras do lugar, denominado Residencial Jequitibá.

De acordo com o presidente do bairro e líder do movimento, Max Bruno dos Santos Lima, as obras dos 400 imóveis que foram construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida estão paradas há cinco anos. Diante disso, os moradores invadiram o local e estão morando nas casas ainda inacabadas.

“A gente realizou a ocupação do local porque estava abandonado, as obras não foram terminadas e há dois meses vários moradores estão  dentro dessas casas”, relatou Max Bruno.

Veja o Vídeo 

Ainda de acordo com as informações do líder, cerca de 2 mil famílias estão morando no local.  Algumas casas estão sem teto, outras estão com banheiros sem pia, sem piso e portas. A ocupação dos imóveis foi logo após a gravação de um vídeo postado nas redes sociais, onde Bruno denuncia o abandono. Logo em seguida, as famílias invadiram as casas.

“Eu gravei um vídeo falando sobre o residencial antes das pessoas ocuparem e meu vídeo deu 70 mil visualizações no Facebook e compartilhamento que gerou  toda a mobilização das pessoas para gente estar ocupando o lugar”, explicou.

Até o momento não houve pedido de reintegração de posse dos imóveis e os moradores pedem na Câmara que os vereadores resolvam o problema para que os trabalhos sejam finalizados e entregues às famílias.

“A gente quer reconstruir o bairro, a gente quer pagar pelas casas, não queremos nada de graça, a gente quer pegar do jeito que está lá, inacabado, e erguer”, afirmou.

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