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COMIDA ÁRABE

Al Manzul inaugura novo restaurante no bairro Goiabeiras

Buscando se renovar sem sair da tradição, o restaurante ampliou seu atendimento a duas áreas de lazer: a interna (tradicional) e a externa, uma das grandes novidades

15/03/2018 08h00 | Atualizada em 15/03/2018 18h38

Al Manzul inaugura novo restaurante no bairro Goiabeiras

Juliana Arini

Um dos restaurantes mais famosos de Cuiabá, o Al Manzul resolveu se modernizar, mas sem perder sua essência de “casa de hóspedes” – sua marca registrada há 27 anos. O restaurante, que já recebeu cinco prêmios internacionais por sua uma comida árabe, agora atende na badalada região do Goiabeiras, em Cuiabá. O proprietário Jamil Salah Ayoub explica que a proposta foi criar um ambiente mais despojado que agora passa a oferecer a seus clientes os serviços de happy hour.

A cultura árabe é reconhecida por sua riqueza, luxo, fartura, ouro, tecidos finos e grandes banquetes. Buscando se renovar sem sair da tradição desse universo, o Al Manzul ampliou seu atendimento a duas áreas de lazer: a interna (tradicional) e a externa, uma das grandes novidades da casa. Outra novidade á cerveja de 600 ml, que agora será permitida (apenas) na área do happy hour, não era ofertada antes.

Banquete Al Manzul/ Foto: Juliana Arini 

Apesar das mudanças, o restaurante ainda oferece o banquete do ‘sheik’. Para se deliciar com a variedade dos pratos da rica culinária árabe, existem duas opções: Al Manzul (com 21 pratos) e o Baalbek (com 15 pratos), além do serviço à la carte. Também foi preservada a rica carta de vinhos – com muitas opções de rótulos que se harmonizam com a experiência dos pratos quentes e frios – e, claro, as apresentações das dançarinas de dança do ventre, outra tradição do restaurante.

A riqueza das cores da decoração do local remete o cuiabano a outra cultura.  Já a área nova e externa do restaurante se desprende um pouco do tradicional e oferece algo mais contemporâneo. Outra novidade da nova área é a inclusão de porções no cardápio, que somadas ao serviço à la carte completam a carta de entrada do restaurante.  A inauguração do novo endereço ocorreu em fevereiro deste ano, mas segundo o proprietário Jamil Salah Ayoub, muitas novidades ainda virão.

“As pessoas perguntam onde estão os tecidos e a antiga decoração, que por anos foi nossa marca registrada em todos os endereços. Mas desta vez queremos que os clientes acompanhem a evolução e a montagem dessa casa. Tudo será feito com muito cuidado e aos poucos. A cada visita, o Al Manzul trará uma novidade para os clientes”, diz.   

Mudanças no horário de atendimento também foram adotadas. Agora é possível visitar o local de terça a sábado, entre 18h e 23h, e aos sábados e domingos, das 11hs30 às 15h. Em breve esse horário deve sofrer novas alterações, porque o restaurante ainda está passando pelo processo de adaptação às recentes mudanças adotadas, sejam estruturais ou de funcionamento.

A próxima novidade que o restaurante oferecerá aos seus clientes será a “Boutique de Pratos Árabes”, com pratos congelados salgados e uma prateleira de doces árabes. A proposta do chefe é disponibilizar aos clientes uma alternativa fácil, para que seus clientes possam oferecer um jantar típico da culinária “libanesa”, em sua própria casa.

“A ideia é dar facilidade. Os pratos serão vendidos congelados e já montados, prontos para aquecer e servir. Mas essa é uma ideia que ainda vamos colocar em prática”, explica Jamil.

A mudança já caiu no gosto popular e a aprovação dos clientes pode ser sentida na frequência dos fiéis fregueses da casa. “Clientes que vinham ao Al Manzul duas, três vezes ao ano já passaram a nos prestigiar duas vezes na semana”.

Segundo Jamil, o ponto escolhido para as novas instalações do restaurante foi proposital. “Busquei uma região central em uma área nobre e com poucos restaurantes, o que aumenta a possibilidade de atrair o cliente, estando mais perto, facilitando sua locomoção e ao mesmo tempo conquistando uma freguesia nova”, afirma.

A ideia é estar perto sem perder a essência de casa de hóspedes. “Queremos passar ao nosso cliente a sensação de que o Al Manzul está no quintal da casa dele”.

Novo ambiente do Al Manzul /Foto: Juliana Arini 

Restaurante quer democratizar público

Em funcionamento desde fevereiro, a nova instalação do restaurante árabe sofreu muitas adaptações, conta o chefe Jamil. “O nosso principal objetivo está sendo alcançado, que é a aprovação de nossos clientes. Além disso, o fluxo de pessoas que circulam por essa região é também maior. No antigo Al Manzul não tinha esse público ‘conquistável’, o que fez com que o movimento no novo endereço aumentasse consideravelmente”, afirma Jamil.

A democratização do Al Manzul, brinca Jamil, veio também com todas essas mudanças. “As pessoas sempre tiveram uma ideia errada de que o Al Manzul era um restaurante de luxo, e isso não é verdade”, diz. “As pessoas têm essa ilusão de que se trata de um restaurante superluxuoso e que só a classe alta pode frequentar. Mas não é assim”, garante o filho de Salah.

Requinte na hora de servir

O Al Manzul foi fundado em maio de 1991 pelo libanês Salah Ayoub, já falecido, e por sua esposa, Clariman de Lima Ayoub, que comandou a cozinha do Palácio Árabe durante anos. A matriarca da família se aposentou recentemente e entregou o comando ao filho do casal, responsável pelas mudanças atuais.

Jamil garante que o negócio para ele significa mais que uma fonte de renda. “É a divulgação e valorização da cultura de minha família através dos sabores tradicionais de nossa terra, o Líbano”, diz. 

Com a morte de Salah – o patriarca e idealizador do restaurante que funcionava na casa da família –, o Al Manzul chegou a fechar, mas foi reaberto quatro anos depois.  A família do libanês continuou tocando o negócio que agora busca se modernizar para mais bem atender à nova clientela. O restaurante também está se adaptando à nova fase financeira que enfrenta todo o Brasil.

O malabie, uma clássica sobremesa libanesa, de calda de damasco / Foto: Juliana Arini 

O cardápio do sheik em Cuiabá

O maître Marion Sobral, que nos recebeu calorosamente, está na casa há pouco mais de quatro meses. Ele explica que na hora de degustar a culinária árabe é preciso tomar muito cuidado com as entradas. Segundo ele, é preciso cautela para não matar toda a fome logo ali. A dica é começar com Mezze, a famosa série de pastas para ser petiscada com as mãos, sempre acompanhada do pão sírio.

A variedade de pastas é um dos fortes do restaurante. O Al Manzul serve os tradicionais, homus (com grão-de-bico, azeite, suco de limão, sal e alho), a muhammara (com pimentão vermelho), a coalhada seca e o babaganoush (com berinjela). Entre as novidades há a pasta de berinjela com suco de romã – outra especialidade da casa.

As saladas têm presença obrigatória na mesa árabe. O tabule é uma salada à base de farelo de trigo com tomate, pepino e cebola bem picadinhos. O frescor do prato se deve à adição de hortelã. Outra salada clássica é a fatouche, feita com pão sírio, alface, pepinos, tomates e molho de romã. Um clássico da cultura árabe bastante conhecido dos brasileiros é o charutinho – um enroladinho de folha de uva recheado com uma mistura de arroz e carne moída bem temperado com especiarias. Os rolinhos são cozidos em caldo temperado com costela bovina. A versão com folhas de repolho atende também por "malfuf mahshi".

O falafel, bolinho à base de grão-de-bico geralmente temperado com alho, cebola, salsa, coentro e especiarias como o cominho, é outro item que não pode faltar. Presente na maioria das refeições, a coalhada está no preparo de muitos pratos, e de diferentes maneiras: doce ou salgada, líquida ou cremosa, fresca, seca ou cozida. Essencial para essa cultura, ela é a base, por exemplo, do Shishbarak, uma sopa de massa cozida na coalhada fresca. Também compõe o Laban maa Khiar, molho de pepino com coalhada. Na versão seca, também serve de recheio para o quibe saynieh, preparado na bandeja com pepino e hortelã. E como prato principal a melhor opção oferecida pelo restaurante é o arroz com lentilha e o arroz cozido com carne bovina e servido com uma suculenta carne de cordeiro. A carne doce e forte é muito bem temperada e assada.

O quiabo maturado no molho agridoce é uma iguaria que até pode ser confundida com sobremesa, tamanho brilho e espessura da calda e do sabor adocicado. Pra fechar o malabie é a o prato que completa o banquete Al Manzul, uma clássica sobremesa da culinária libanesa. O prato doce é feito de água de flor de laranjeira com calda de damasco.

Serviços:

O restaurante Al Manzul fica na Rua Almirante Henrique Pinheiro Guedes, n° 350 - Duque de Caxias, Cuiabá. O funcionamento é de quinta-feira a sábado, no jantar. Para almoço, funciona com reservas, pelo telefone (65) 3057-5151.

FONTE: Leticia Kathucia

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