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DADOS ANUAL

Planos de Saúde seguem no topo do ranking de Instituto de Defesa do Consumidor

Levantamento realizado pelo Idec, mostra que questionamentos relacionados ao atendimento das operadoras dos planos permanecem como principal tema de atendimentos

12/03/2018 09h10 | Atualizada em 12/03/2018 09h31

Planos de Saúde seguem no topo do ranking de Instituto de Defesa do Consumidor

Ilustração

O Instituto Brasileiro de Defesa do Condumidor (Idec) divulgou nesta segunda-feira (12), abrindo a semana do Dia Mundial do Consumidor, o seu ranking anual de atendimentos. No topo do levantamento em 2017, pelo sexto ano consecutivo, ficaram os questionamentos relacionados a Planos de Saúde, com 23,4% dos registros; seguido por Produtos, com 17,8%; Serviços Financeiros (16,7%); e Telecomunicações (15,8%).

No ano passado, o Idec registrou, ao todo, 6.583 atendimentos. Desses, 2.791 tratavam de dúvidas sobre os processos judiciais, em sua maioria aqueles relativos a planos econômicos. Nos outros 3.792 chamados estão os atendimentos a respeito das dúvidas de consumo, que compõem ranking anual divulgado pelo Instituto. Veja abaixo os dados dos últimos três anos:

2015

2016

2017

1º - Planos de Saúde - 32,7%

1º - Planos de Saúde - 28,06%

1º - Planos de Saúde - 23,4%

2º - Serviços Financeiros - 13,7%

2º - Serviços Financeiros - 19,2%

2º - Produtos - 17,8%

3º - Telecomunicações - 13,5%

3º - Produtos - 16,7%

3º - Serviços Financeiros - 16,7%

4º - Produtos - 13,5%

4º - Telecomunicações - 14,4%

4º - Telecomunicações - 15,8%

 

5º - Água, Energia e Gás - 7,2%

Outros - 26,6%

Outros - 21,52%

Outros - 19,1%

Apesar da queda percentual em relação a outros anos, os atendimentos sobre planos de saúde colocaram o segmento como o mais questionado entre os atendidos pelo Idec. “É histórico que esse tema esteja entre os mais problemáticos em nossos atendimentos. A maioria das dúvidas que chegam dizem respeito a reajustes abusivos, principalmente os de planos empresariais ou coletivos, negativas de cobertura e problemas com a ausência de informações adequadas sobre os planos”, explica Igor Marchetti, advogado e analista de relacionamento com o associado do Idec.

Em segundo lugar, e subindo uma posição por ano desde 2015, a categoria de Produtos chamou atenção em 2017 com 17,8% dos atendimentos do Idec. O maior motivo das dúvidas estava relacionada a produtos com defeito, seguido por descumprimento de oferta e falha na informação.

Já o setor de Serviços Financeiros, responsável por 16,7% dos registros, caiu uma posição no ranking, mas segue com um percentual alto na relação, superior a dois dos últimos três anos (13,7% em 2015 e 15,3% em 2014) . Entre as questões mais acionadas pelo associado do Idec estão cartão de crédito, problemas com conta corrente/poupança e crédito pessoal.

Em 2017, as dúvidas e queixas sobre telefonia móvel e fixa, TV por assinatura e internet ficaram com a quarta posição, com 15,8%. Apesar de ter se mantido na mesma posição de 2016 , o percentual de 2017 é o maior registrado pela área desde 2010. TV por assinatura, seguidos por problemas com telefonia e internet foram os temas mais questionados.

Uma novidade do ranking deste ano foi o aumento de atendimentos sobre Água, Energia Elétrica e Gás, que, juntos, foram responsáveis por 7,2% das demandas. Com isso, esses serviços passaram a aparecer no ranking como uma categoria própria, diminuindo o percentual classificado como Outros.

Com exceção de Produtos, todos os outros segmentos apontados no ranking são regulados por órgão federais, o que indica que ainda há caminhos importantes para serem percorridos para a proteção do consumidor. “Para o Idec, os resultados demonstram, por exemplo, que a atuação de agências reguladoras, que são órgãos governamentais com papel de monitoramento, fiscalização, regulamentação e controle com foco no interesse público, ainda é ineficiente para proteger os consumidores e cidadãos de abusos praticados no fornecimento de bens e serviços. Por isso é importante que em semanas como essa, os problemas enfrentados pelos consumidores sejam debatidos e amplificados para a toda a sociedade,” destaca Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto.

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FONTE: Assessoria

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