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CADÊ O DINHEIRO?

Taques diz que fez os repasses dos filantrópicos ao município e Prefeitura rebate

Em sua defesa, governador disse que repasses para hospitais em Cuiabá foram feitos. Filantrópicos anunciaram paralisação nesta segunda-feira (15)

Catia Alves

Jornalista

José Wallison

Da redação

12/01/2018 16h40 | Atualizada em 12/01/2018 17h30 2 comentarios

Os hospitais filantrópicos Santa Casa de Misericórdia, Santa Helena e Hospital Geral, anunciaram nesta sexta-feira (12) que irão paralisar as atividades na próxima segunda-feira (15), por falta de repasses. Em resposta o governador do Estado, Pedro Taques (PSDB) disse que já realizou o pagamento para o município e que agora responsabilidade seria da Prefeitura de Cuiabá.

“Nós não repassamos para a Santa Casa, o repasse para os filantrópicos é via município de Cuiabá. Nós [Estado] não estamos devendo os filantrópicos”, disse Taques.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que os repasses foram feitos, porém a secretária municipal de saúde de Cuiabá, Elizeth Araújo explicou que o governo repassou a competência de UTI do mês de setembro, no valor de R$ 3.612.799,84, e a última parcela do acordo com as filantrópicas, no valor de R$ 2.162.143,45 que chegou na segunda-feira, 08, às 18h.

O outro repasse foi equivalente ao serviço do São Benedito, uma parcela do Pronto Socorro e o custeio de média e alta complexidade do Hospital Santa Helena, Santa Rosa e Hospital de Câncer, no valor de R$ 3.300.000,00. Todos estes valores foram repassados para os hospitais no dia 10/01/18.

Em nota enviada pela Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehosmt), as instituições não irão receber mais pacientes para as UTI’s, a partir de segunda. Ainda segundo a Federação, a Santa Casa está sem receber pelos leitos de retaguarda desde março de 2017, por isso irá paralisar todos os atendimento que são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A presidente  da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso - Fehosmt, Elizabeth Meurer alega que o problema nos repasses comprometem a continuidade dos atendimentos dos hospitais filantrópicos. "Estamos devendo aos  prestadores de serviços,  funcionários e não temos mais condições de comprar os medicamentos de alto custo. Precisamos pagar as dívidas para termos condições de trabalhar, porque não temos mais de onde tirar dinheiro”.

Meurer relata que os filantrópicos são responsáveis por 85% dos atendimentos aos usuários do SUS no Estado de Mato Grosso e a maior preocupação é o atendimento à população com qualidade e eficiência. Ela destaca que foi realizado um acordo com a Bancada Federal e o Governo de Mato Grosso onde seria destinado recursos das  emendas parlamentares no valor de R$ 33 milhões para os Hospitais Filantrópicos.

“Mas que infelizmente esse valor acordado ainda não foi repassado apesar do empenho da bancada federal”, desabafou.

 

FONTE: Assessoria

2 COMENTÁRIOS

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  1. Catia Alves e José Wallison, bela matéria, parabéns! jornalistas, por favor: perguntar ao Governador Pedro Taques, porque ele não visita o hospital universitário Júlio Müller- HUJM, os eleitores do governador estão aguardando. O governador necessita conhecer! HUJM é hospital escola, desperte autoridades, eles atendem 141 municípios, e muitos jovens e médicos querem sentir honrados com a presença da autoridade:governador, senador e deputados etc...! No HUJM não têm consultório, mais ambulatórios. No HUJM são profissionais que trabalham por amor e com amor às suas chancelas e à sociedade. Graci Ourives de Miranda, escritora/professora. Autoridades! dediquem momentos de seu precioso tempo visitando o hospital Júlio Müller-HUJM, por favor, os carentes merecem e muito suas presenças.

  2. Catia Alves e José Wallison, bela matéria, parabéns! jornalistas, por favor: perguntar ao Governador Pedro Taques, porque ele não visita o hospital universitário Júlio Müller- HUJM, os eleitores do governador estão aguardando. O governador necessita conhecer! HUJM é hospital escola, desperte autoridades, eles atendem 141 municípios, e muitos jovens e médicos querem sentir honrados com a presença da autoridade:governador, senador e deputados etc...! No HUJM não têm consultório, mais ambulatórios. No HUJM são profissionais que trabalham por amor e com amor às suas chancelas e à sociedade. Graci Ourives de Miranda, escritora/professora. Autoridades! dediquem momentos de seu precioso tempo visitando o hospital Júlio Müller-HUJM, por favor, os carentes merecem e muito suas presenças.

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