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RETROSPECTIVA 2017

A greve dos servidores do Detran durou 59 dias

Após dez meses de negociação com o Governo do Estado, o Sindicato aceitou no dia 9 de novembro o acordo proposto por Carlos Fávaro, governador em exercício na época

Catia Alves

Jornalista

30/12/2017 17h27 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Os servidores do Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) anunciaram na tarde de 9 de novembro que a greve de 59 dias foi encerrada, após o governador em exercício, Carlos Fávaro (PSD) se comprometer a pagar o reajuste de salário pedido para 2019 pelo Sinetran (sindicato representante). Os trabalhos serão retomados na sexta (10/11).



Em coletiva de imprensa, a presidente Daiane Renner anunciou que após dez meses de negociações com o governo do Estado a pauta do aumento salarial foi discutida e aceita pela categoria. A proposta visa acompanhar a tabela salarial de outras carreiras, levando em consideração a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto dos Gastos, que foi readequada.

“Neste momento ficou acordado a concessão da tabela ou a garantia da categoria que não teríamos nossos salários congelados nos próximos anos. Então buscamos um entendimento, algo que possibilitasse uma garantia de haver melhoria na qualidade e dignidade de vida dos servidores”.

Segundo a presidente o que levou os servidores deflagrarem a greve, foi a falta de aumento do salário durante seis anos. O medo era de que a estagnação durasse ainda mais, sem nenhuma revisão. “Outras categorias fizeram uma negociação parcelada e nós estamos com esta garantia de que daqui a dois anos poderá ser feita a tabela da categoria que é algo que tínhamos buscado”.



A greve dos servidores foi deflagrada no dia 11 de setembro, depois de o governador Pedro Taques (PSDB) afirmar que não iria conceder qualquer tipo de aumento salarial à categoria por falta de condições financeiras do Estado. Taques alegou que as contas públicas estariam passando por uma crise econômica e que por isso não poderia conceder nenhum reajuste.

Em contrapartida, a presidente do Sinetran admitiu que o aumento só foi garantido, em função da troca de governador, sendo o então em exercício Carlos Fávaro (PSD). "Haja vista o contexto da PEC do Teto que previa o congelamento salarial pelos próximos dez anos. Então esse compromisso firmado nesse momento após a troca da de comando do Governo do Estado, pra nós representou um avanço extremamente relevante em saber que a categoria não vai estar condenada amargar com a tabela salarial defasada", disse Renner.

Logo que a greve foi deflagrada, o setor jurídico da Casa Civil ingressou com uma ação para declarar a greve ilegal, mas o recurso foi negado pela desembargadora Maria Erotides Kneip, declarando a legalidade do movimento.

O governador está em uma missão internacional na China e na Alemanha e durante esses dias o vice-governador Carlos Fávaro assumiu o cargo. Fávaro disse que seria prioridade encaminhar o encerramento da greve do Detran, a folha de pagamento e repasses para saúde.

“Estamos trabalhando e coordenando os assuntos do dia-a-dia. Neste momento, o foco é pagar a folha, começar a regularizar as pendências com a saúde e também superar greve dos servidores Detran”, afirmou Fávaro, em entrevista ao Jornal de MT, na TV Band.

FONTE: Karollen Nadeska



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