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BENEDITO FIGUEIREDO

Construtora executa 33% de serviços e Secid rompe contrato

A.I. Fernandes teve 90 dias para reconstruir cabeceira de ponte sobre rio Coxipó, mas prazo não foi cumprido

Da Redação

Equipe

06/12/2017 15h25 | Atualizada em 06/12/2017 15h28

Construtora executa 33% de serviços e Secid rompe contrato

Reprodução/GCom

A Secid (Secretaria das Cidades) vai rescindir contrato com a empresa A.I Fernandes Serviços de Engenharia, responsável pelas obras de reconstrução da cabeceira da ponte Benedito de Figueiredo, sobre o rio Coxipó, entre os bairros Coophema e Praeirinho, em Cuiabá, por não cumprimento do cronograma previsto em acordo.

Segundo a secretaria, apenas 33% dos serviços previstos no contrato ao fim do prazo de 90 dias para a execução, mesmo com notificações da equipe de fiscalização à empresa.

A A.I. Fernandes venceu a licitação de tomada de preço em agosto e recebeu a ordem de serviço para iniciar os trabalhos no dia 4 de setembro. O período fixado para finalização das atividades era de três meses com vigência contratual de 180 dias. O orçamento projetado ficou em R$ 626,34 mil.

“Passado o período de 90 dias, que era o tempo estabelecido para término de toda a obra, a empresa não conseguiu cumprir com o cronograma e ao final dispensou os funcionários. Não temos como aditar prazo para uma empresa que não conseguiu performar até agora”, explicou o secretário-adjunto de Obras Públicas da Secid, Ernesto Negretti.

A equipe técnica da Secid estuda a possibilidade de contratar uma nova empresa em caráter emergencial. O secretário adjunto estima ser necessário mais 60 dias para a conclusão total dos trabalhos, a partir do momento em que outra construtora assumir os serviços.

“Essa obra não tem problema de projetos, é de rápida execução e vamos concluir”, afirmou Negretti, alertando que o tempo total para finalização também dependerá do volume de chuvas nos próximos meses. Segundo a equipe de fiscalização da Secid, até o momento a empresa recebeu R$ 209,32 mil pelos serviços executados e medidos e a assessoria jurídica avalia as medidas cabíveis devido ao não cumprimento do contrato.

Entre os itens previstos na obra estão a estabilização da margem esquerda da cabeceira da ponte com a utilização de gabiões caixa (tipo de estrutura armada, flexível, drenante e de grande durabilidade e resistência) e o reaterro compactado da área.

‘Sem risco’

Segundo a Secid, apesar das chuvas e da não conclusão da obra, não existe qualquer risco de desabamento da cabeceira da ponte Benedito Figueiredo. A Defesa Civil do município já vistoriou a área e descartou perigos iminentes.

“Por precaução talvez vamos reduzir a faixa destinada ao tráfego de veículos, com uma mão de ida e outra de volta. Isso porque, não podemos prever intemperes da natureza e possíveis sinistro devido a chuvas”, disse Negretti.

Em fevereiro de 2017, a ponte chegou a ser inteditada devio ao desmoronamento de parte da margem esquerda da estrutura. O problema deveu-se à mudança no curso do rio Coxipó, que corta o local. Os reparos emergenciais foram feitos pela Prefeitura Municipal de Cuiabá com projeto da Secid.

A ponte Benedito Figueiredo possui 155 metros de extensão, 12,8 metros de largura e duas faixas de circulação. A sua construção foi idealizada para a Copa do Mundo de 2014 e teve orçamento final de R$ 5,83 milhões. O objetivo da edificação era desafogar o trânsito na Avenida Fernando Corrêa, uma das principais de Cuiabá.

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