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PLANO EMERGENCIAL

Cronograma de empresa prevê abastecimento de 24h e aumento em quase 100% da rede de esgoto

Águas de Cuiabá entregou projeto de plano de 18 meses nesta segunda-feira ao prefeito Emanuel Pinheiro, com estimativa de estender rede de esgoto para 60% da população

Da Redação

Equipe

14/11/2017 16h28 | Atualizada em 14/11/2017 16h50

Cronograma de empresa prevê abastecimento de 24h e aumento em quase 100% da rede de esgoto

Arquivo CMT/Ahmad Jarrah

O plano emergencial de serviços de saneamento básico em Cuiabá prevê o fornecimento de águas por 24 horas para toda a capital no prazo máximo de 18 meses.  O cronograma de atividades da empresa Águas Cuiabá, nova responsável pelo gerenciamento de água e esgoto, foi entregue nesta segunda-feira (13) ao prefeito Emanuel Pinheiro.

De acordo o cronograma,  300 anos de Cuiabá, em abril de 2019. O plano também prevê avanço na coleta e tratamento de esgoto, para alcançar 60% da capital. Hoje, o serviço está disponível para apenas 33% da população.

Em maio passado, o prefeito Emanuel Pinheiro decidiu pela manutenção de serviços de saneamento em Cuiabá por grupo com a participação da CAB Cuiabá com o argumento de que a negociação feita no fim de 2016 pelo então prefeito Mauro Mendes (PSB) limitou as alternativas de cobranças mais rígidas, amarrando a permanência da CAB no gerenciamento de serviço com a estipulação de medidas a serem cumpridas.

Em entrevista nesta segunda, Pinheiro disse que tentou colocar tolerância zero à falta de cumprimento de medidas contratuais com a cobrança de serviços mais amplos dentro do prazo emergencial de 18 meses.

“A entrega desse cronograma irá garantir que consigamos colocar em prática aquilo que planejamos, que é assegurar que Cuiabá não fosse novamente lesada. Esse era o meu foco e sempre foi minha preocupação durante o período de negociação, onde pudemos avançar nas exigências e no que diz respeito aos investimentos necessários para a universalização da água e o avanço no tratamento do esgotamento sanitário”.

Conforme a prefeitura, a Águas Cuiabá teria que apresentar em até 100 dias, após o fim da intervenção na antiga concessionária, suspensa em meados de julho, o planejamento para o investimento de R$ 204 milhões, assegurado pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público Estadual (MPE).

O prefeito afirmou que todas as intervenções da concessionária devem ser realizadas em acordo com os direcionamentos das secretarias de Obras Públicas e Mobilidade Urbana (Semob). Uma maneira sincronizada de atuação permitirá que, durante execução do grande plano de obras, os transtornos causados pelos trabalhos sejam minimizados.

“É necessário que a Secretaria de Obras conheça esse plano de investimento para evitar que venha asfaltar [por exemplo] um determinado bairro e depois a Águas Cuiabá passe cortando todo esse asfalto, causando um prejuízo enorme para os moradores, para a Prefeitura e também para a própria empresa. E também que faça essa mesma articulação com a Semob e outras pastas necessárias, para que possamos causar o menor transtorno possível à população.

O presidente da Águas Cuiabá, Luiz Fernando Fabriani, disse que a empresa conta com uma grande equipe de trabalho totalmente especializada, o que permitiu que em pouco meses os serviços progredisse consideravelmente.

 Segundo ele, desde que assumiu os trabalhos, a Águas Cuiabá tem conseguido avançar nas instalações de adutoras, de reservatórios contratados, e também nas obras de construção da nova ETA Ribeirão do Lipa, que resultará na melhoria da qualidade de fornecimento de água para a população de Cuiabá. O presidente reforçou também a importância da companhia e a Prefeitura atuarem em conjunto, fazendo tudo de forma coerente e de maneira satisfatória para os cuiabanos.

“É um grande desafio para esses 18 meses, onde vamos desenvolver todo esse trabalho para a melhoria do saneamento de Cuiabá. Todo nosso trabalho inicial está levando em consideração a primordialidade do fornecimento de água, para que consigamos atingir 24 horas por dia de água em todas as torneiras dos moradores e, na sequência, fazer uma melhoria bem consistente na coleta e tratamento do esgoto”.

Segundo ele, o plano completa engloba sete anos, com um investimento de R$ 1,2 bilhão, com aplicação de R$ 356 milhões em serviços nos dois primeiros anos de contrato. 

 

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