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DIA DOS PAIS

Aos 103 anos, picolezeiro se alegra com presente de cliente

Há exatamente um ano o Circuito Mato Grosso entrevistou Gustavo Pereira da Silva, ainda com 102 anos. Lúcido, mostra presente do Dia dos Pais

Sandra Carvalho

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13/08/2017 13h53 | Atualizada em 14/08/2017 02h05

Aos 103 anos, picolezeiro se alegra com presente de cliente

Sandra Carvalho

Segundo domingo de agosto, dia 13. Seu Gustavo Pereira da Silva passa pela Rua Filinto Muller, no bairro Quilombo, em Cuiabá (MT), empurrando o carrinho de Picolé. Segundo ele, já se vão 65 anos nessa lida.

Hoje com 103 anos, esbanja saúde e lucidez. Goiano com sangue de pernambucano e cearense, está longe dos filhos. Diz que estão espalhados pelo Brasil a fora.

No Dia dos Pais, comemora o presente que recebeu de uma cliente. Vai abrir quando chegar em casa, no Cinturão Verde, região do Pedra 90, ao lado da esposa.

Tem filho no Paraná, Santa Catarina, Brasília, Rio Grande do Sul, mas não se lembra quantos. Sabe que chegou em Cuiabá em 1945. 

Trabalhou pilotando lancha entre Manaus e Guiana Francesa transportando passageiros. E passou seis anos enfrentando a dura rotina de um seringal.

Há vinte e três anos está casado com Maria Neuza. "Ela é forte. Se me der um sopapo, me arrebenta todo. Mas, não me caso mais. essa é a saideira", brinca.

Nascido no dia 06 de junho de 1914, Gustavo sai diariamente do bairro Pedra 90, de coletivo, para ir ao Alvorada buscar o carrinho de picolé. De lá segue pelo Quilombo e vai até o Goiabeiras, subindo e descendo ladeiras. Já é bastante conhecido por onde passa e chama a atenção dos clientes quando mostra o documento comprovando a idade: 103 anos.

“Eu sou aposentado, mas o dinheiro da aposentadoria não dá pra viver. Gasto muito comprando remédios pra minha mulher, que anda muito doente”, relata. A esposa de Gustavo, Maria Benedita da Silva, tem 64 anos, e fica praticamente em casa, porque sua saúde está debilitada.

“Se eu parar de trabalhar, morro”, diz contundente. Sobre os filhos.... “Eles moram longe daqui, muito longe”, resume, deixando a entender que não gosta de falar sobre este assunto.

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