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DIA DOS PAIS

Amor de pais e filhos fortalecido pela mesma paixão: a música

Duas famílias que desde muito cedo fortaleceram suas relações por meio dos acordes musicais

Catia Alves

Repórter

13/08/2017 14h00 | Atualizada em 13/08/2017 14h46 1 comentario

Amor de pais e filhos fortalecido pela mesma paixão: a música

Arquivo Pessoal

A paixão pela música está no sangue dessas famílias. De geração em geração, de pai para filho, de filho para filho, elas os acompanha desde muito cedo e neste dia dos pais, este laço que une e estreita ainda mais essa relação, mostra o quanto as notas musicais são importantes para aproximar ainda mais as relações.

O dom pela música passou de pai para filho. Manezinho do Cavaco, como é conhecido nas rodas de samba, diz que recebeu o dom de Deus e que o passou para o filho, Renato. “Eu já vim de raízes em que meu pai gravou o primeiro disco de rasqueado cuiabano. Minha mãe cantava, ai Deus me deu a sorte de encontrar a minha esposa que também canta, então fundiu ainda mais”, contou.

Para Manézinho a música é uma terapia, que acalma, dá paz e alegria. Ele acredita que esse gosto pela música é de sangue e irá passar por toda a geração da família. “Eu acredito que ninguém vive sem música. Você já imaginou viver se música no mundo? Todos ficaríamos doidos. Música é vida”.

“Meu pai nunca teve alguém para instruir ele, então ele aprendeu tudo sozinho, vendo outras pessoas tocarem e desde os sete anos ele já tocava. Mas aos nove ele começou a sustentar a família com a música”.

Mas Renato só tomou gosto com a música depois de precisar aprender na “marra” a tocar cavaquinho. “Eu menti na escola dizendo para a professora que eu sabia tocar. Ai ela disse que eu faria uma homenagem no dia das mães com o instrumento. Tive trinta dias para aprender e foi meu pai quem me ensinou. Foi ai que eu passei a me interessar pela música”.

Hoje a família tem uma banda e tocava em diferentes festas em Cuiabá. Pai, filho e a mãe embalam as rodas de samba trazendo alegria para muitas pessoas. Em casa, Renato diz que a família é 100% música, todos acordam e dormem em meio à música.

“90% da união da nossa família é por conta da música. Tenho meus filhos, meus sobrinhos, e todos eles já estão demonstrando interesse também por esse universo e isso é muito bom. A gente os ensina e aprende todos os dias”, contou Renato.

Renato afirma que a música é a saída para os caminhos ruins e que por isso espera que os filhos também tomem gosto pela música.

“Tudo gira em torno da música. Você se aproxima mais dos seus filhos, aproxima dos amigos, tudo em volta da sua música. Então todos os dias eu agradeço a Deus por ter recebido esse dom”, termina seu Manézinho.

Além de Manézinho, Renato tem a mãe Semites, cantora, como inspiração

William Matos, vocalista da banda Os Bençãos, hoje ensina o pequeno Rafinha a tocar bateria. Com apenas um ano e seis meses, o garoto já mostra que está aprendendo rápido com o pai a tomar paixão por instrumentos musicais. Mas, antes de ensinar o filho, o pai aprendeu com o avô do garoto que música pode transformar vidas.

Willian e sua grande referência, Wellington

“Meu pai sempre teve banda. Quando ele ia tocar em bailes eu sempre o acompanhava ainda no carrinho de bebê. Com quatro anos eu comecei a aprender tocar bateria e a tomar gosto pela música”, conta William. Com o passar do tempo o músico aprendeu a tocar outros instrumentos como precursão, harmonia, violão, guitarra, e aos 20 anos ele decidiu cantar.

Além da amizade com o pai, William fez, por meio da música, vários outros amigos e teve oportunidades que ele nunca imaginou ter. “Eu fiz muitos amigos por causa da música, já conheci vários lugares através dela, tanto fora quanto dentro do Mato Grosso, e ela tem me levado em vários lugares que eu nunca imaginaria ir. E hoje as pessoas me conhecem pela música que eu faço”.

A relação com o pai sempre foi muito boa e eles sempre foram bons amigos. Agora, eles preparam o pequeno Rafinha para seguir os passos da família.

“Todo dia quando busco meu filho na babá e quando chegamos não posso deixar de passar no estúdio no fundo da nossa casa porque ele chora. Todo dia ele toca a minha bateria, na igreja depois do culto ele sempre sobe no palco e toca. Ele gosta muito e eu  e a minha esposa sempre vamos estimular ele na música”.

Rafinha, com apenas 1 ano e 8 meses, na bateria do pai

William confessa que chegou a pensar que após o nascimento do filho daria uma “freada” na carreira musical, mas a decisão não passou de apenas um pensamento. “Todos estão me incentivando a continuar. Porque através da música eu trago paz para dentro da minha casa. Meu filho gosta muito e eu acho que os próximos filhos também gostarão”, finaliza.

 

1 COMENTÁRIO

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  1. Conheço de perto o talento do Willian e o heliton. Grandes parceiros.

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