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PROPAGANDA ENGANOSA

Procon de Várzea Grande registra 15 reclamações contra golpe em aeroporto

Vendedores abordam consumidores no saguão e conseguem dados pessoais e do cartão; quando a fatura chega, o susto é grande

Catia Alves

Repórter

16/07/2017 14h09 | Atualizada em 16/07/2017 15h48

Procon de Várzea Grande registra 15 reclamações contra golpe em aeroporto

Ilustração

O Procon de Várzea Grande já registrou 15 reclamações de pessoas que foram lesadas ao adquirirem as revistas oferecidas no Aeroporto Internacional Marechal Rondon (Região Metropolitana de Cuiabá), apenas nos meses de junho e julho. Em 90% dos casos a propaganda enganosa lesa idosos que são abordados pelos vendedores no saguão do local.

O golpe funciona assim: os consumidores são abordados por vendedores de assinaturas de revistas nacionais, que em troca oferecem brindes em valor superior ao da assinatura. Assim, eles conseguem os dados pessoais dos interessados, bem como de cartões de crédito que ao final o valor chega a ser três vezes superior ao valor da suposta assinatura.

Ao Circuito Mato Grosso, Carolina Barbosa, coordenadora do Procon, explica que a prática não é ilegal, mas da forma como está sendo feita, sim. “A venda em si, a entrega do brinde ela é legal. Eles podem oferecer. O que acontece muitas vezes é que os compradores não ficam alertas. Você tem que prestar atenção do porque você vai ganhar esse brinde”, explicou.

A propaganda enganosa, segundo a coordenadora continua fazendo vitimas e por isso medidas mais rígidas deverão ser tomadas. “No próximo dai 26 deste mês vamos reunir os processos em um só e tentar um Termo de Ajustamento Contratual (TAC) junto à empresa, já que a situação ultrapassou o limite do razoável”.

Nesse TAC a empresa deve se comprometer a não praticar essa situação novamente e, caso descumpra o acordo, terá que pagar uma multa com um valor considerável, já que é um dano coletivo. Além disso, Carolina explicou que será proposto que seja criado um canal de comunicação para que o cliente possa entrar em contato, caso não considere certo os valores cobrados ao adquirir o serviço.

“Terá que existir um canal para que o consumidor ligue para essa central e já resolva. Porque fica muito mais fácil para eles, que sem isso precisam vir até o Procon, abrir um termo. Então, um dos termos propostos será isso. Para que haja esse canal direto”.

“Como a gente não faz nada de mal para os outros, a gente acha que os outros também não vão fazer nada de errado com a gente. É onde a gente cai. Estou com R$ 1.900 para pagar e como eu vou pagar?”, contou Ignes dos Reis Souza a uma TV local. A aposentada foi abordada no aeroporto quando veio a Capital para visitar os parentes.

Infraero

Em nota ao Circuito Mato Grosso, a Infraero informou que o quiosque em questão é resultado de um processo licitatório com contrato válido até 30 de setembro de 2017. E que “as práticas dos estabelecimentos comerciais nos aeroportos da Rede Infraero são sujeitas à legislação dos órgãos de defesa do consumidor, que devem ser acionados pelo usuário quando se julgar necessário”.

Denúncia

O Procon orienta que o consumidor que não concordar com os valores cobrados após adquirirem o produto, ou de alguma forma se sentirem lesados, procure a unidade localizada na Av. Presidente Artur Bernardes, 1399 - Vila Ipase, portando documentos pessoais e o contrato.

“Se tiver já debitado o valor no cartão de crédito, ela deve também portar o extrato da fatura também”, informou Carolina.

 

 

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