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SUS

56% de pacientes de UPAs e policlínicas não têm quadro de risco à vida

Pesquisa realizada pela Diretoria de Atenção Secundária de Cuiabá mostra que 38% do público pode ser acolhido

Da Redação

Equipe

14/06/2017 10h29 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Mais da metade de pacientes que procura UPA e policlínicas em Cuiabá não estão em situação de saúde para atendimento nas unidades conforme a classificação de cuidados do Ministério da Saúde. São pacientes com alguma doença que não apresentam risco à vida e estão em condições de atendimento de emergência e urgência.



Levantamento da Diretoria de Atenção Secundária, da Secretaria Municipal de Saúde mostra a situação vale para 56,7% das pessoas que procurou as unidades. De acordo com a pesquisa, foram realizados 51.527 atendimentos durante todo o mês.

Deste total, 29.242 foram classificados como verde ou azul, quadro não emergencial, e deveriam procurar atendimento nas unidades básicas de saúde. Por se tratarem de portas abertas, essas unidades fazem o acolhimento, orientando-os a aguardarem os atendimentos prioritários ou procurarem um posto ou centro de saúde mais próximo de suas residências.

Outros 19.959 entrevistados (38,7%) que procuraram as policlínicas do Verdão, Planalto, Coxipó e Pedra 90, bem como as UPA Norte e Sul, foram classificados como vermelho, amarelo, roxo ou preto, com risco eminente de morte.



Entretanto, a maioria - 26.916 (92,1%) - das pessoas preferiu esperar pelo atendimento, ao passo que apenas 2.326 (7,9%) desistiram e foram redirecionadas às unidades básicas, que funcionam 07h às 11h e 13h às 17h.

Segundo a diretora de Atenção Secundária de Cuiabá, Dúbia Campos, existem vários fatores que influenciam na decisão de procurar uma policlínica ou UPA. Uma delas é que são unidades que oferecem atendimento 24h.

“E, com mais de 14 milhões de desempregados no país, muitos trabalhadores escolhem essas unidades com medo de faltar ao emprego e ser demitido”.

Outro ponto é que a crise econômica levou milhares de pessoas a desistirem dos planos particulares de saúde e isso, atrelado ao desconhecimento da rede de assistência, resultou num aumento de 30% da demanda no Sistema Único de Saúde (SUS), em relação ao ano passado.

Com Assessoria



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