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CRISE MIGRATÓRIA

Roraima pede no STF para fechar a fronteira com a Venezuela

Governadora disse que o estado não está conseguindo lidar com a quantidade de imigrantes.

13/04/2018 15h24 | Atualizada em 13/04/2018 14h53

Roraima pede no STF para fechar a fronteira com a Venezuela

Reprodução

A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), disse em Brasília nesta sexta-feira (13) que o governo do estado entrou com uma ação no Supremo Tribunal Fedeal (STF) pedindo para a União fechar temporariamente a fronteira com a Venezuela. A governadora alegou que Roraima não está conseguindo lidar com a quantidade de imigrantes venezuelanos que chega ao estado.

Até 15h desta sexta, a assessoria de imprensa do tribunal não confirmava o recebimento da ação.

Suely Campos afirmou que não concorda com a atual política da União com relação à entrada de venezuelanos. Ela disse que, por dia, chegam ao estado de 500 a 700 imigrantes da Venezuela. O país vizinho passa por uma severa crise política, econômica e social. O Brasil tem sido um dos principais destinos de quem deixa a Venezuela em busca de melhores condições de vida.

Além do fechamento temporário da fronteira, ela disse que o estado de Roraima também pediu no STF mais verbas da União para lidar com os imigrantes.

"O estado de Roraima protocolou uma ação civil originária no STF contra a União 'na sua obrigação de fazer', porque a União precisa efetivamente controlar a fronteira no estado de Roraima. Da forma como está sendo feito, nós não concordamos, porque continuamos tendo um grande impacto no fluxo imigratório venezuelano. Com essa facilitação na fronteira feita pela União, está cada dia mais entrando venezuelano. Entram, por dia, de 500 a 700 venezuelanos no estado de Roraima”, disse a governadora.

“Essa ação foi feita no sentido de efetivar o controle da fronteira, [enviar] recursos para o nosso estado e fechar a fronteira temporariamente, porque como podemos deixar entrar mais venezuelanos se nós não podemos organizar os que estão aqui”, completou Suely Campos.

Na ação, o governo de Roraima alegou que é o estado mais pobre da federação e não tem condições de oferecer serviços obrigatórios, como saúde e educação, diante do "aumento descontrolado do fluxo migratório".

Questionada sobre a iniciativa do governo federal de interiorizar imigrantes venezuelanos, como os cerca de 200 que foram levadas em aeronaves da Força Aérea para São Paulo no início deste mês, Suely Campos afirmou que a iniciativa ainda é "lenta".

“A interiorização é lenta, apenas 260 venezuelanos foram levados para São Paulo e Mato Grosso. É preciso que a União tome uma postura mais efetiva em relação à questão migratória em nosso estado”, disse.

FONTE: G1

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