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SUSPEITA FORAGIDA

Família de jovem morta durante carona questiona inquérito policial

Jovem saiu de São José do Rio Preto (SP) em carona combinada via pelo WhatsApp com suspeito para Itapagipe (MG)

Da Redação

Equipe

13/11/2017 21h25 | Atualizada em 13/11/2017 18h26

Família de jovem morta durante carona questiona inquérito policial

Reprodução

A família da jovem Kelly Cadamuro, de 22 anos, que foi morta após uma carona combinada pelo WhatsApp, não ficou satisfeita e questiona o inquérito feito pela Polícia Civil de Frutal (MG) sobre o assassinato.

A Polícia Civil teria 30 dias para concluir o inquérito, mas indiciou Jonathan Pereira do Prado por latrocínio, ocultação de cadáver e estupro na semana passada. O corpo da jovem foi encontrado no dia 2 de novembro, e Jonathan foi preso no mesmo dia.

A família acha que alguns pontos não ficaram esclarecidos, como a mulher que teria combinado carona com Kelly junto com o suspeito, mas que não apareceu.

De acordo com a família, houve também uma ligação sem identificação feita do celular da Kelly depois do assassinato. Por isso, a família deve pedir a quebra do sigilo telefônico da jovem ao Ministério Público.

“Foi solicitado para o delegado a quebra do sigilo. Como ele concluiu o inquérito, não sabemos se ele pediu ou não. Não sabemos se ele tinha pedido para o juiz, e isso foi ou não deferido. Se não houve o pedido, vamos solicitar junto ao Ministério Público”, afirmou o advogado Jorge Argemiro de Souza Filho.

Ainda conforme o advogado, a família acha que o fim do inquérito foi precipitado.

“Não que o inquérito não esteja bem formulado, mas para a família ficaram algumas vacâncias, perguntas sem respostas. Isso é uma insatisfação da família mesmo”, afirmou.

Sobre a busca pela suposta mulher, a polícia de Minas Gerais alega que não houve ligação, mas sim conversas pelo aplicativo, e que Jonathan teria se passado por mulher para convencer a jovem a dar a carona.

O advogado disse também que a família vai contratar um perito para analisar as imagens do pedágio, que registrou o carro de Kelly indo para Itapagipe (MG).

Para a família, poderia haver uma terceira pessoa dentro do carro, antes da morte de Kelly. A polícia de Minas Gerais acredita que o crime já esteja solucionado.

O caso
A radiologista Kelly Cadamuro foi dada como desaparecida no dia 1º de novembro depois que saiu de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG) para encontrar com o namorado.

Ela estava acompanhada por um homem que aceitou a carona oferecida por ela em um grupo de WhatsApp.

O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal, no dia 2 de novembro, sem a calça e com a cabeça mergulhada na água.

No mesmo dia, Jonathan Pereira do Prado foi preso e confessou a autoria do crime. De acordo com a Polícia Civil, ele disse que combinou a carona com a intenção de roubar o veículo, mas negou ter cometido qualquer violência sexual contra a vítima.

Na versão dele, a calça da jovem saiu do corpo enquanto a vítima era arrastada do carro até o córrego.

Na quarta-feira (8), o suspeito participou da reconstituição do crime feita pela polícia. Na quinta-feira (9), o laudo de necropsia confirmou o que o atestado de óbito havia informado na noite do dia 2 de novembro: Kelly foi morta por asfixia e estrangulamento.

As investigações da Polícia Civil apontam que a jovem morreu após ter as mãos e pescoço amarrados por uma corda e ser arrastada por cerca de 30 metros.

FONTE: G1

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