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Menotti Griggi: Visibilidade Lésbica

Neste fim de agosto, 29 – é comemorado em todo o Brasil o Dia da Visibilidade Lésbica, que surgiu também na luta da comunidade LGBT contra a homofobia que é constante no dia a dia de milhares de pessoas que são discriminadas em todos os âmbitos, seja na família, no trabalho ou na sociedade em geral.

29/08/2013 18h18 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

As mulheres lésbicas ou bissexuais também sofrem muito com a opressão a sua orientação sexual, fato este que as coloca em situações constrangedoras de assédio e humilhação.



Apesar de a luta contra o machismo e a homofobia serem de todos os dias, o dia 29 de agosto marca as batalhas que são necessárias de serem dadas nesse sentido. Muitas mulheres homossexuais ou bissexuais sofrem com a enorme ocorrência de estupros corretivos.

Os estupros visam mudar a orientação sexual de mulheres que gostam de se relacionar com outras mulheres. São muitos casos, como os da África do Sul, onde os dados são crescentes e segundo estatísticas mais de 10 lésbicas vêm sendo estupradas por semana, em estupros coletivos ou individuais, e isso só na Cidade do Cabo, capital do país.

No Brasil a perseguição e o bullying são frequentes, como a situação de um casal de lésbicas que se viram obrigadas a mudar do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, porque bandidos ameaçaram estuprá-las.



A ideologia machista, homofóbica, muito aproveitada pelo capitalismo para explorar mais e para impor padrões de comportamento, coloca para as mulheres duas alternativas: uma é repressão da sexualidade das mulheres que as obriga a buscar um único e encantado homem a quem a mulher irá pertencer para o resto da vida. A outra alternativa é o tratamento das mulheres como pedaços de carne que devem servir aos prazeres sexuais dos homens.

Em Cuiabá, a ONG LIBLES – Liberdade Lésbica é referência para muitas mulheres lésbicas que não têm um apoio quando se encontram em situação de risco. A presidenta, Eva Verginia, junto com sua equipe, nos 10 anos de criação da entidade, já realizou muitos trabalhos e cita como uma das conquistas a vice-presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. Ela também aponta os desafios a serem superados, como, por exemplo, uma saúde pública que não é acolhedora às mulheres lésbicas, colocando-as em condições de vulnerabilidade, principalmente ao câncer de útero, e da violência sofrida pela orientação sexual.

Parabéns a todas as mulheres lésbicas de Mato Grosso pela luta.



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