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Para cuidar da nossa saúde

Por: Paulo Cesar Guimarães - Pediatra, infectologista e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis/Fase (RJ)   A Medicina também se aprende nos hospitais, ambulatórios e nas urgências. Medicina não se aprende só no computador, nas aulas teóricas. Tem que examinar o paciente, ouvi-lo. Os congressos médicos e as ruas estão falando sobre a necessidade de valorização da saúde e contra a importação, entre aspas, de médicos. Se eles vierem de fora, o exame Revalida é fundamental, porque os profissionais precisam estar preparados para exercer esta nobre e difícil profissão.

09/08/2013 19h28 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


Na verdade, o Brasil tem um número grande de médicos. O que falta é uma política de saúde, com um plano de cargos, carreira e salários, para que o jovem médico saiba quanto vai ganhar hoje, amanhã e ao se aposentar, como ocorre com outras profissões. Precisamos de investimentos maiores na carreira médica.
Também trabalhei em áreas carentes, sem estrutura, e conheço as dificuldades de se clinicar sem recursos. Por isso, não adianta apenas interiorizar médicos, tem que interiorizar a saúde. Um médico, no interior, precisa de um local razoável para consultas, contato com outras especialidades, outros profissionais da saúde e condições para transferência de um paciente grave.
É importante que o profissional continue a manter vínculos com centros de referência nas grandes cidades. Ele não pode ficar isolado, estagnado. Também é necessário investir na formação, na qualidade da educação e dos cursos médicos, sempre com o controle do MEC. No entanto, não acredito que novos cursos sirvam para fixar profissionais nesses municípios.
Os jovens médicos têm que ter atrativos para se estabelecer em uma determinada região e a questão financeira é apenas um dos fatores. Com condições mínimas de trabalho, eles se interessarão pela mudança, deixando para trás o estresse das grandes cidades, com os congestionamentos no trânsito e a violência.
A Medicina é a nossa paixão. E a formação é exigente: são seis anos de graduação e dois, três ou até cinco anos de residência médica (cujas vagas precisam ser aumentadas). O médico tem que se apaixonar pela sua profissão e estar sempre se atualizando. É preciso haver retorno, uma atenção especial, mas, raramente, isso vem acontecendo no Brasil.





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