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EDIR PINA DE BARROS

O Poeta

08/01/2021 14h28 | Atualizada em 15/01/2021 12h25

O poeta não inventa versos, ele traduz sentimentos, não os seus, exclusivamente - porque nenhum sentimento é pessoal. A pessoa é determinada histórica e culturalmente, os sentimentos, a dor, o amor... Tudo é culturalmente marcado. O ser humano não se realiza no isolamento.



            O poeta canta os sentimentos recorrentes, estruturais e estruturantes, as matrizes elementares das emoções humanas. E nesse processo de busca encontra o Outro, se encontra. Os poemas serão universais quando conseguirem interpretar e externar em versos o que há de comum entre as diversas culturas...

            Cada poeta é a síntese ímpar de todos os que ele teve a oportunidade de conhecer, de ler, de ouvir, do que aprendeu com a vida, com as vivências, com os seus pares, com os "Outros", com os seus parceiros de tempo e de outros tempos pretéritos.

            Esta é a minha interpretação antropológica. Sou antropóloga e penso o mundo a partir das construções sociais, culturais e históricas.



Edir Pina de Barros é membro da Academia Brasileira de Sonetistas e da Academia Virtual de Poetas de Língua PortuguesaSeus poemas estão disponíveis em vários livros, antologias,  revistas eletrônicas e nas mídias sociais.  É doutora e pós-doutora em Antropologia pela USP, professora aposentada (UFMT). Nasceu no Mato Grosso do Sul e hoje reside em Brasília

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