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CRISTIAN SIQUEIRA

Prabhupada

05/07/2019 15h20 | Atualizada em 15/07/2019 12h44

A década de 70 viu florescer em todo o ocidente uma era de revolta e insatisfação publica com os sistemas sociais e seus componentes. A insatisfação de muitos fez com que grupos de pessoas em busca de mudanças se juntassem, formando assim uma espécie de grande aglomeração de pessoas em busca de algo novo, ideias novas, experiências novas, independentemente da forma como essas experiências viriam, se por revoltas, brigas, uso de estilos diferentes de roupas, ou drogas.



Em uma realidade pública onde o lema “paz e amor” andava de mãos dadas com a cocaína e LDS nos movimentos jovens, um canto diferente se fez ouvir, chamando a atenção dos que buscavam mudanças e de outros que nem sabiam o que era mudança. “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare; Hare Rama, Hare Rama, Rama, Rama, Hare, Hare”, embora tenha se tornado popular através do Movimento Hippie, não era pertencente a esses. Na verdade, o mantra era muito mais velho que os jovens e os movimentos que o popularizaram. A origem desse mantra é imemorial, pois, se baseia nas obras védicas chamadas Shruti que foram compiladas por Vyasadeva, um santo indiano, embora tenham sido geradas, inspiradas, por Krishna. Através da Tradição Iniciatica o mantra bem como o entendimento de seu significado, foi preservado e passado de Mestre a Discipulo, até que chegou, pela Iniciação, ao conhecimento de Sri. Prabhupada.

De família extremamente religiosa, Prabhupada cresceu envolto em ares espirituais; aos 06 anos seu pai fez questão de ensinar-lhe a tocar instrumentos musicais com o proposito único de que o mesmo pudesse adorar a Krishna através da musica e do canto. Nesse ar de preparação Prabhupada conheceu e se iniciou com seu Mestre, cuja primeira indicação foi a de que o mesmo deveria vir ao ocidente em ruínas divulgar a palavra de Krishna com o intuito de restaurar os destruídos.

Depois de longos anos de preparo, aos 70 anos, Prabhupada deixou a Índia, de onde nunca havia saído, e se dirigiu de navio á Nova York, sem dinheiro, com poucas e rusticas referencias e contatos, sem nenhum plano de ação, mas, com o desejo profícuo de espalhar no mundo o mantra que, segundo aprendera e vivenciava, poderia mudar o mundo e dar uma viagem muito maior que qualquer droga material, uma viagem espiritualmente transcendental. Durante os anos que se passaram a partir dali, inicialmente com pouco apoio, mas, muita vontade, os americanos puderam ver nascer em 13/07/1966 um dos maiores movimentos religiosos da modernidade que foi popularmente denominado de Hare Krishna, mas, que na verdade se chama Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna – ISCKON. O mantra foi cantado, gravado, divulgado por milhares de artistas (inclusive um dos Beatles) e, acima de tudo, o conhecimento oriental transcendental dos Vedas começou a ser mais profunda e verdadeiramente conhecido pelos ocidentais.



Mudanças de vida, ou conversões, são visíveis no movimento. Drogas eram deixadas de lado, comportamentos são alterados, e uma proximidade com o transcendental é conquistada a medida que o devoto se embala pelo cantar do mantra e se entrega a uma consciência maior, a consciência de Krishna, manifestada pelo célebre Baghavad Gita e outros registros sagrados da tradição indiana.

Os séculos dão testemunho dos efeitos positivos dos mantras, obstante, o maha-mantra se tornou uma sumidade nesse aspecto no ocidente, dessa forma, que tal fazer uma experiência de contato com o transcendental através do cantar dos Santos Nomes ?

Feche seus olhos, respire fundo limpando sua garganta de qualquer interferência e, cante ou fale: “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare; Hare Rama, Hare Rama, Rama, Rama, Hare, Hare”.

Jaya Haribol !

 

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