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EDILENE BOCCHI

Seu dia precisa de 48 horas?

28/02/2019 13h42 | Atualizada em 07/03/2019 05h50

Seu dia precisa de 48 horas?

Reprodução/Arquivo Pessoal

Decidi escrever sobre a corrida contra o tempo que estamos vivendo, por se tratar de um tema importante para todos nós, porém farei  uma abordagem diferente do que tenho visto.

Será que o relógio está mais rápido?

Às vezes temos mesmo a sensação de que isso está acontecendo, porém nada comprovado cientificamente ainda.

O que já sabemos com certeza é do aumento de demandas e da velocidade cada vez mais frenética a que estamos sujeitos em nossas diversas atividades.

Estamos quase sempre nos sentindo atrasados e isso tira de nós a real percepção do tempo. Nessa constante sensação de estarmos atrasados, a angústia e a ansiedade se instalam, trazendo com elas o sofrer pela certeza de que não daremos conta de tudo. E realmente não daremos.

Muita oferta de tudo: informações, distrações, necessidades no trabalho, manter-se magro(a) e saudáveis, com filhos lindos e inteligentes, enfim, exigências e auto exigências de fazermos tudo de forma rápida e perfeita em um oceano de coisas sem fim, onde é impossível assimilar tudo e dar as respostas na velocidade e com a qualidade esperadas sempre.

E a notícia ruim é que esse turbilhão não vai diminuir, só aumentará com a chegada em velocidade exponencial, de novas tecnologias.

O problema é que nossa sociedade está adoencendo física e emocionalmente tentando “dar conta” de tudo. E a cada  “dar conta” vencido, novas e maiores demandas surgem, exigindo de nós mais e mais “dar conta”.

O mundo  está ditando como devemos usar nosso tempo, nosso bem mais precioso, mais até que o dinheiro.

Imagine você, pessoas que você nem conhece, dizendo a você como deve gastar seu dinheiro, o que você deve fazer com seu salário, e você, simplesmente fazendo o que elas querem.

É isso que temos feito com o tempo que temos disponível, o mundo externo e suas demandas estão ditando como o utilizamos.

É aí que reside o problema!

Faço aqui uma provocação: E para que tudo isso mesmo?

Usar bem o tempo não tem a ver com “dar conta” de tudo, mas tem a  ver em como eu foco minha energia e o que faço com as 24 horas que me são dadas.

Para isso é preciso fazer um descoberta individual: Por que estou aqui? Qual o motivo da minha vinda? Qual verdadeiro propósito de estar aqui?

Responder a essas perguntas não é fácil, porém o primeiro passo para a manutenção do equilíbrio e da saúde integral, neste cenário de absoluta velocidade e altamente exigente.

Uma certeza podemos ter,  nós viemos com propósitos nobres. Certamente não foi para gastar nosso tempo acumulando riquezas. Acumular riquezas não fará nenhuma diferença no dia da nossa partida, se tivermos sorte, farão um lindo velório para nós.

Não viemos simplesmente para ser os melhores em tudo, o mais intelectualizado entre os seres humanos, o que conhece mais das coisas, o que fala melhor, o que tem a casa mais luxuosa e o carro mais “top” do momento, o que freqüenta as melhores festas e faz as viagens mais cobiçadas, o mais musculoso(a) e com a barriga mais chapada de todas.

Não refiro aqui que não devemos fazer a viagem dos sonhos, a festa maravilhosa, cuidar da nossa saúde ou ter carros confortáveis, o que estou dizendo é que o que deve nos motivar primeiramente, antes de qualquer esforço, deve ser o bem maior de todos.

Tudo que fazemos e vivemos aqui na Terra só terá significado e fará a verdadeira felicidade acontecer em nós, se for feito com interesse genuíno em ajudar os outros. Fazermos   coisas para nosso desenvolvimento e melhoria das nossas condições é nossa obrigação, desde que todo nosso esforço culmine em prol do bem estar nosso e das pessoas ao nosso redor, da nossa comunidade e do meio ambiente na qual estamos inseridos.

O que deve ser eliminado são os desejos do nosso ego, de mostrar para os outros o quanto somos melhores que eles, mais ricos, mais poderosos, mais famosos, mais inteligentes e reconhecidos pelos outros como vencedores, bonzinhos e como pessoas especiais, numa eterna competição uns com os outros.

Não é sobre competir, é sobre cooperar!!!

Não quero aqui criticar a ninguém e sei que é difícil aceitar que ainda somos assim, mas no caminho da nossa evolução, como diz nosso querido Marshall Goldsmith, é necessário que sejamos humildes para analisar e reconhecer nossas mais íntimas intenções, que tenhamos coragem para estabelecer nossa mudança e disciplina para seguir em frente.

Com essa consciência clara em nós, com certeza saberemos escolher o que realmente é importante e como direcionar nossas demandas dentro do tempo disponível, para viver de acordo com o maior e verdadeiro propósito das nossas vidas: AMAR Verdadeiramente a nós e aos outros.

Deixo aqui duas obras que indico para quem quiser iniciar uma reflexão mais profunda: A Tríade do Tempo de Christian Barbosa e O que Realmente Importa? De Anderson Cavalcante.

Desejo a todos um ótima reflexão e um grande abraço

 

Edilene Bocchi

Consultoria organizacional com foco em gestão de pessoas e Coach

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