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WANIA MONTEIRO

Fome emocional

03/12/2018 13h59 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Podemos nutrir o nosso corpo com a respiração, com nutrientes, com vínculos, mas nutrir a alma é poder sentir prazer e alegria em viver a vida da forma como compreendemos que nos faz bem. Podemos nos alimentar com alimentos e também podemos nos nutrir com alimentos. Como? Prestando atenção ao que ingerimos, sentindo o sabor, a textura e percebendo como cada alimento te faz sentir. O interessante é que podemos fazer uma analogia com a forma como vivemos nossa vida. Vivemos de forma tão corriqueira que os detalhes acabam passando desapercebidos pelo nosso radar sensorial. Estamos cheios de atividades e a nossa rotina acaba se limitando a fazer, fazer, fazer. Quando sentimos, estamos exaustos e a única coisa que queremos é descansar e dormir. Quando começamos a prestar atenção à forma como estamos nos nutrindo de vida, podemos descobrir que nossa vida tem elementos que realmente nos nutre e outros não. Todos buscamos a sensação de nutrição em todos os aspectos. E o interessante é que da mesma forma que na alimentação somente nós podemos fazer. Cabe a cada um de nós poder nutrir a vida da forma que compreendemos que nos faz bem. Um exemplo fácil de entender, somente nós podemos tomar banho. Podemos ter ajuda para tomar banho, mas somente você pode tomar banho. Ninguém pode tomar banho por você. Quando estamos nutridos, dificilmente buscamos compensações na alimentação, não teremos aquela vontade louca por doces, etc. Mas quando não estamos nutridos, buscamos compensar de alguma forma, seja ingerindo quantidades maiores que necessitamos, seja ingerindo determinados tipos de alimentos. E a questão não está em ingerir eventualmente doces, chocolates, massas e abusar de vez em quando. O que menciono aqui é aquela necessidade que dá e que você fica obcecado em ingerir determinados tipos de alimentos e que se você não ingere, dá desespero e parece que você vai se desintegrar se não ingerir. É aquele desespero de querer comer a pizza toda, o bolo todo. E o mais interessante é que quando isso acontece, temos consciência que há um desequilíbrio e é onde bate a culpa depois dessa orgia toda. Para poder sair desse círculo vicioso negativo, precisamos aprender a prestar atenção em nós, nas nossas sensações.

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