PUBLICIDADE

Artigos - Página 134

Ziriguidum Pantanal, outra odisseia ambiental. À luta!

Ziriguidum Pantanal, outra odisseia ambiental. À luta!

Valéria del Cueto   O senador Blairo Maggi, presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e controle do Senado convida a população para o ciclo de debates que analisará sua própria obra: o PLS750/2011 (Projeto de Lei do Senado). Ele dispõe sobre a Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal. As audiências, solicitadas pelo Senador Delcídio do Amaral, (MS) acontecem nesta segunda feira nas Assembleias Legislativas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em Cuiabá e Campo Grande, respectivamente. Pantaneiros, compareçam! Analisando o projeto:

Aventuras da infância

Aventuras da infância

Por Judite Rosa   Nas últimas semanas fiquei triste ao ver reportagens sobre um 'abrigo clandestino para idosos', em Cuiabá, que foi interditado por ter ali alguns idosos sobrevivendo em condições subumanas. Parece que a muitos ainda não conseguem ter consciência sobre o que representam e quanto podem nos ensinar aqueles que já viveram bem mais do que nós. Entre outras coisas, me marcou a frase da apresentadora do telejornal que disse: "pessoas que passaram a vida cuidando dos outros agora não têm o direito de serem bem cuidadas".

Passeatas e beijos perigosos

Passeatas e beijos perigosos

Roberto Boaventura da Silva Sá Em meu artigo anterior – “Moda do futuro” –, tratei da violência em nosso país. Partindo da morte de um torcedor, a pauladas e barras de ferro, disse que a nossa moda, no futuro, será semelhante à usada pelos cavalheiros medievais.

Samba e alegria: a rima perfeita da folia!

Samba e alegria: a rima perfeita da folia!

Por Valéria del Cueto   A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro é adrenalina pura aberta com a Mocidade Independente. O enredo “Pernambucópolis” de Paulo Meneses, junta a folia de Pernambuco com a estética do irreverente carnavalesco Fernando Pinto, que subiu prematuramente para o andar de cima. A comunidade de Padre Miguel vem embalada por um dos melhores sambas do ano composto pelo cantor Dudu Nobre,  Jefinho Rodrigues,  Marquinho Índio,  Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Diego Nicolau.

É duro

É duro

Texto e foto de Valéria del Cueto   É duro ter que recorrer aos mais poderosos artifícios para poder gerar a crônica nossa de todas as semanas.

Rio para não chorar

Rio para não chorar

Texto: Valéria del Cueto   Nada de um lado nem do outro, apesar de ser verão no Rio de Janeiro. Praias cheias, prateleiras vazias, preços nas alturas, atendimento abaixo da crítica.  

Valéria Del Cueto: Aqui tem!

Valéria Del Cueto: Aqui tem!

Valéria del Cueto   Estava lá. No lugar dos seus sonhos mais almejados. Colocou os pés na areia e tomou o rumo do mar. Aquilo pareceria uma propaganda, um comercial do bem viver.

“Rapa” do prato

“Rapa” do prato

Bom mesmo esse bolo italiano que não para de render! Depois de comê-lo e saborear a cereja, eis que ainda há aquela calda deliciosa para “limpar” do prato. É  falta de educação, mas quem resiste? Cada colherada raspada deixa gosto de quero mais. Muito mais...

Parece... E não é que é?

Alguns movimentos são inquestionáveis na história da humanidade. Eles se alternam ao longo dos períodos: o egocentrismo e o teocentrismo, o universal e o individual e assim por diante...

Valéria Del Cueto: Naquela janela, é ela?

Valéria Del Cueto: Naquela janela, é ela?

É ela, a janela e seu balcão, o maior destaque turístico de Verona, a cidade italiana que teria sido fundada pelos celtas sabe-se lá quando e, em 89, viraria colônia romana.   Fica incrustrada numa vila da Via Capelo, onde morava  a doce Julieta, a enamorada de Romeu. Dali a jovem escuta umas das mais célebres juras de amor da literatura. É por ali que sobe o amante apaixonado e, no quarto, após uma noite juntos, ouve da amada os famosos versos de William Shakespeare: “Já vai embora? Mas se não está nem perto do amanhecer! Foi o rouxinol, não a cotovia que penetrou o canal receoso do teu ouvido. Toda noite ele canta lá na Romãzeira. Acredite-me, amor, foi o rouxinol.”   Hoje o pátio da vila é quase um cenário de Disneylândia e o coitado do Romeu jamais poderia encantar sua amada com suas palavras no meio da multidão que acorre ao lugar. Ele certamente também não ia gostar dos homens que tiram foto pegando nos seios da estátua que homenageia sua amada. Corria o risco de ter outras ordens de prisão contra ele, como a que desencadeia a tragédia teatral!   É muita gente de todos os lugares do mundo lotando o pequeno espaço e procurando novos ângulos para fotografar os mais incríveis tipos de turistas que passam pelo balcão, mediante uma módica quantia para entrar na casa.   É uma injustiça que essa seja a referência mais comum ao se falar de Verona, próspera capital do então ducado Lombardo, detentora de tesouros artísticos e declarada Patrimônio Histórico da Humanidade por sua arquitetura e urbanismo integrado.   Não é só centro da área histórica, onde se destaca imponente a Arena Romana e outras preciosidades, que guarda tesouros artísticos e points gastronômicos e de compras fora do circuito da via Manzzini.   Basta sair poucas ruas para fora deste miolo para descobrir lugares como o Enocibus, surpreendente restaurante, na Vícolo Pomodoro, uma ruela silenciosa no entorno da zona nervosa e sempre lotada de animados grupos turísticos que passam como ondas.   A surpresa começa pelo fato de sermos recebidos depois da hora de fechar, normalmente às 3 da tarde. Foi apenas uma tentativa (de sucesso), entrar e perguntar se ainda atendiam naquele horário, a porta para um tratamento quase incomum de acordo com a conhecida fama italiana de mal tratar os clientes, quase como no Bar Lagoa, no Rio de Janeiro. A simpatia do casal é deliciosa e a formalidade fica de lado num ambiente acolhedor e bem decorado. Tudo isso deixa a comida e o vinho típico da região ainda melhor, se é que isso é possível...   No quesito obras de arte, Verona, deteve, por um período, a supremacia artística de toda a península italiana (Verona é incorporada a Itália em 1866). As obras estão espalhadas por excelentes museus, caso do castelo medieval que abriga o Museo di Castelvecchio, um passeio por diferentes períodos do romano ao medieval e romântico. (Depois de pencas de representações com temática religiosa como virgens, anjos e cenas sacras, é instigante se deparar com o quadro “Menino com desenho de fantoche”, do artista Giovanni Franchesco Caroto que viveu em Verona entre 1480 e 1555 que faz parte da coleção do museu).   Novamente, a receita que mistura obras antigas com mostras contemporâneas é aplicada para valorizar ainda mais o espaço e garantir a visita de todos os tipos de apreciadores das artes. Desta vez de maneira radical com a mescla, entre as peças distribuídas pelos salões da exposição permanente no Castelvecchio, das bolhas que caracterizam as obras expostas do artista contemporâneo Giorgio Vigna na mostra “Stati Primitivi” que pode ser vista até o dia 6 de janeiro.   Verona é muito mais que a cidade do balcão de Julieta...   *Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No rumo”,  do SEM FIM...   Texto e foto de Valéria del Cueto