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Cristian Siqueira

Correntes

07/06/2018 07h30 | Atualizada em 06/06/2018 19h49

Em dias de modernidade mundial, a corrente ou as correntes acabaram se tornando ações de compartilhamento de determinadas mensagens através das várias formas de redes sociais. Corrente, como o próprio nome diz , é um conjunto de pequenas ações que juntas se tornam uma grande, está nisso o sentido do nome, pequenas ações particulares que fazem com que o todo seja algo grande. A ação das correntes não tem nada a ver com a espiritualidade em si; na verdade, as correntes são bases construtoras de Egrégoras partindo do fato de que elas são feitas geralmente por pessoas que nela encontram pontos de igualdade e semelhança entre si.
As correntes podem se dar das mais variadas formas; uma oração que tem que ser distribuída, uma medalha, um terço, uma japa, uma flor, ou até mesmo uma manifestação física de afeto ou ajuda. O conjunto de pessoas que efetuam a ação da corrente, criando novos elos e fortalecendo os já existentes, acaba sendo aderido de forma automática àquela Egrégora que está sendo formada, na maioria das vezes, de forma espontânea.

Os favores, as graças, as bênçãos, obtidas por uma corrente se ligam intimamente aos princípios do desejo, do trabalho, da fé e da escolha, dessa forma não há que se falar em obrigatoriedade de se fazer uma corrente como algumas deixam parecer quando dizem “... fulano recebeu isso e não deu andamento a ela e acabou perdendo tudo que tinha...”, afinal de contas um elo só se liga a uma corrente se ele assim aceitar e não por pressão, obrigação ou medo. Me lembro muito bem quando recebi a primeira corrente de minha vida; era uma oração de Santa Rita, minha vizinha havia encontrado ela jogada na rua e estava temerosa em tê-la em casa e isso lhe acarretar danos. Me passou a oração e eu, com a letra característica de uma pessoa que está recém-alfabetizada, a copiei em letras quase ilegíveis e distribuí na rua. Não sei quantas pessoas entenderam a oração, nem tampouco se ela continuou a partir das minhas cópias, mas me lembro da satisfação de fazer algo vindo de alguém que não conheço e que iria para outros que também não conhecia.

Seria bom, profícuo, se os milhares de correntes que vemos ou recebemos via redes sociais se materializassem em correntes reais e fáticas, com o desejo de dar de comer a um faminto, de vestir a um desamparado, de amar um desesperado. Seriam oportunidades maravilhosas de realidade da ação e não textos ilusórios que só fazem difundir os testemunhos sem vivências e as crenças sem espiritualidade. Pense nisso e estude a possibilidade de você mesmo se tornar a peça inicial de uma corrente, com mais benefício no campo da realidade.

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