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Anna Maria Ribeiro Costa

Jacutinga na temporada 2

08/02/2018 07h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


A Temporada 2 de “Jacutinga: histórias de um indigenista” traz a ave de férias em sua terra natal: Rio de Janeiro. Ao passear em Copacabana, passou pela rua onde havia comprado O Globo, jornal que anunciou o concurso da Funai para a carreira de indigenista. Verificou que a banca de jornal não estava por ali. O vazio da esquina levou seu pensar a Esteves Júnior, rua onde fez seus grandes amigos. Amigos e familiares estavam distantes das terras de Jacutinga.

Passou a viver Jacutinga com seus amigos índios. Seus novos amigos não índios eram Gigi-Marcelo, Sílbene, Elza, Lia que se encontravam esporadicamente em Vilhena, Rondônia, sede da Funai. Trocavam conversas, livros, revistas, gibis. Mas a distância da aldeia até Vilhena era grande e as condições da BR 364, à época de terra, não contribuíam para que os encontros ocorressem amiúde. Edmilson, Athos e Geraldo eram designados para os novos Postos Indígenas que abriam. Aimoré, Celina, Emiliana, Toninho chegavam com a abertura da Ajudância da Funai em Vilhena, para atender Nambiquara e Tubarão. Caia-Ari retornavam de São Paulo.

Época do Polonoroeste, que trouxe recursos para a implantação de novos Postos Indígenas para atender o povo Nambiquara: na Serra do Norte, o posto Capitão Pedro; no Vale do Guaporé, Wasusu, Alantesu e Sararé; no Cerrado, Campos Novos. Esse último local foi construído no início do século XX, um posto de apoio da Comissão Rondon onde ocorreu o primeiro contato pacífico dos índios com os expedicionários de Rondon.

Há registros de que esse contato ocorreu ao som de flautas: de um lado, um nordestino, com sua flauta de pífano que, junto aos demais companheiros, permanecia trancado na casa com medo de um ataque; de outro os índios, escondidos na mata com suas flautas sagradas a entoar proteção contra maus espíritos. Diálogo sonoro de índios e não índios que contribuiu para uma aproximação pacífica.

O Polonoroeste também começava a contratar professores para as escolas indígenas. Nessa leva chegou uma professora para o Posto Indígena Aroeira, na Serra do Norte.

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