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Cristian Siqueira

Caminhar

07/12/2017 08h03 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


Existe em nossa sociedade um horror ao velho. Um receio com aquilo que é do passado, um temor pelas experiências vividas anteriormente. Encaramos geralmente o ano novo como a luz no fim do túnel que irá nos salvar e impedir que todo o mal do ano anterior seja eliminado e substituído. Ledo engano. Para o espiritual não existe ano velho ou novo, existe vida e missão.

A vida é a oportunidade que temos para evoluir na busca pelo autoconhecimento, pela autocura, pela elevação. A vida é nada mais nada menos que um conjunto de momentos, bons e ruins, que permitem ao homem, de forma objetiva, enfrentar a si tendo como objetivo fazer com que, pelo enfrentamento, cresçamos naturalmente na busca do controle pessoal que nos permite a elevação, seja qual for. O momento de passagem de um ano para outro após a celebração do nascimento de Cristo possui profundo sentido nessa perspectiva espiritual: só é possível deixarmos o velho para viver o novo depois que permitirmos o nascimento da luz em nós. Por outro lado, o pavor ao passado é algo irônico e falso, pois nenhum caminho trilhado é de todo mau ou ruim; o simples fato de termos passado já é algo de suma importância, pois se ele não existisse certamente o hoje também não existiria. O caminho se faz caminhando e para isso é preciso ter caminho para caminhar. Não importa se o caminho é estreito, falho, dolorido, com obstáculos, difícil de ser feito sem dificuldades, não importa se ele é escuro e carrega consigo perigos, o que de fato tem importância é a possibilidade de vencê-lo caminhando.   

Ao findar deste ano, desejo lhe agradecer pela companhia semanal que você leitor me permitiu oferecer em seu caminho, seja pela leitura ou pelo vídeo. A sociedade só encontra a razão de sua existência quando os homens caminham juntos em prol do bem-estar comum. Nós da Coluna Mundo Astral pretendemos fazer isso durante todo o ano, uma vez na semana, na intenção de ajudá-lo a percorrer seu caminho da maneira mais agradável e consciente possível. Caso tivermos conseguido isso, certamente conquistamos o maior prêmio que poderíamos receber nesse ciclo chamado 2017, pois, como dizia Dom Bosco, Deus colocou-nos neste mundo para os outros, e sem você, meu irmão leitor, não teria sentido algum estarmos aqui ontem, hoje ou amanhã.

Nos vemos em 2018, pronto para um novo caminhar. Luz e Paz!

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